A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deu um passo significativo em direção à saúde reprodutiva e ao planejamento familiar ao aprovar, nesta terça-feira (28/04), o Projeto de Lei 7.195/26. De autoria do deputado Daniel Martins (União), a proposta visa expandir e qualificar a campanha de conscientização sobre métodos e técnicas contraceptivas já existente no estado, garantindo informações cruciais para mulheres e adolescentes de ambos os sexos. O texto, agora em fase de Redação Final, segue para a análise do Governo do Estado, que terá até 15 dias úteis para sanção ou veto.
Inclusão de Métodos Modernos e Abrangência da Informação
A principal novidade introduzida pelo projeto é a inserção do implante subdérmico contraceptivo no rol de informações divulgadas pela campanha. Esta iniciativa complementa a Lei 10.348/24, que já contemplava uma vasta gama de métodos, como anticoncepcionais orais combinados, minipílulas, injeções mensais e trimestrais, dispositivos intrauterinos (DIU) de cobre e hormonal, preservativos masculino e feminino, diafragma, pílula do dia seguinte, laqueadura, vasectomia e o método de ovulação Billings. A atualização da lei busca assegurar que os cidadãos tenham acesso a um leque ainda mais completo e atualizado de opções, fortalecendo o exercício de seus direitos reprodutivos.
Foco na Eficácia e Disseminação Qualificada
Para além da simples listagem de métodos, a nova legislação estabelece que a campanha deve aprofundar a divulgação de informações, detalhando o mecanismo de ação e a eficácia de cada opção. Um destaque especial será dado aos métodos de longa duração, como o implante, que apresentam uma taxa de falha inferior a 1% quando utilizados corretamente. Essa abordagem visa empoderar indivíduos com conhecimento baseado em evidências científicas, permitindo escolhas mais conscientes e seguras. A disseminação dessas informações será amplificada através de palestras, distribuição de materiais digitais educativos e a afixação estratégica de cartazes em unidades de saúde e locais de grande circulação.
Combate à Gravidez Não Planejada e Autonomia Reprodutiva
O autor do projeto, Daniel Martins, enfatiza que a prevenção da gravidez não planejada, em particular na adolescência, constitui um dos maiores desafios de saúde pública enfrentados tanto no Brasil quanto no estado do Rio de Janeiro. As consequências dessa realidade reverberam negativamente na educação, na inserção no mercado de trabalho, nas oportunidades sociais e na saúde materno-infantil. O deputado ressalta que a oferta de informações qualificadas sobre os métodos contraceptivos é fundamental para que as pessoas em idade reprodutiva possam exercer sua autonomia, fazendo escolhas livres e informadas sobre o planejamento familiar. Segundo Martins, o projeto não apenas garante o acesso a informações fundamentadas em evidências científicas, mas também promove ativamente a autonomia reprodutiva, contribuindo para a redução dos múltiplos impactos sociais, econômicos e educacionais decorrentes da gravidez não planejada.
Com a aprovação na Alerj, a proposta caminha para se tornar um marco na política de saúde do Rio de Janeiro, prometendo um avanço significativo na conscientização e no acesso a ferramentas que capacitam os cidadãos a gerir sua saúde reprodutiva de forma informada e responsável. A expectativa agora se volta para a decisão do Governo do Estado, que poderá consolidar essa importante iniciativa em lei.
Fonte: https://tvmegabrasil.com.br