A corrida por uma vaga no Senado Federal por Pernambuco ganha novos contornos com a divulgação da mais recente pesquisa Quaest, realizada nesta quarta-feira (23). O levantamento aponta a candidata Marília Arraes (PDT) na liderança da disputa, consolidando 18% das intenções de voto do eleitorado pernambucano. O cenário, contudo, permanece aberto, com uma fatia considerável do público ainda sem definição sobre o seu representante na Casa Alta.
Atrás da líder, a disputa se mantém acirrada entre nomes tradicionais da política estadual. Humberto Costa (PT) aparece na segunda posição, com 14%, seguido por Mendonça Filho (PL), que registra 10%. O quadro é completado por Eduardo da Fonte (PP), com 8%, e Túlio Gadêlha (PSD), que soma 4%. Outros postulantes, como Pastor Gilvan Costa (Democrata), Carlos Sant’Anna (Novo), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Samuel Timoteo (UP), aparecem com 1% cada.
Cenário de indefinição e o peso dos indecisos
Um dos pontos de maior atenção para os analistas políticos é o alto índice de eleitores que ainda não escolheram seus candidatos. Segundo os dados da Quaest, 21% dos entrevistados se declaram indecisos. Somado a isso, outros 21% afirmam que pretendem votar em branco, nulo ou não pretendem comparecer às urnas, o que representa um contingente de 42% do eleitorado que ainda não se sente representado pelas opções postas na mesa.
Essa parcela significativa de votos em aberto indica que a campanha ainda possui margem para movimentações expressivas até o dia do pleito. A capacidade de diálogo dos candidatos com esse público indeciso será o diferencial para a definição da vaga, uma vez que a oscilação entre os principais nomes tem se mostrado lenta nas últimas rodadas de consulta.
Movimentações e estabilidade entre os candidatos
Ao comparar os números atuais com o levantamento anterior, divulgado em 8 de setembro, percebe-se um quadro de relativa estabilidade. Marília Arraes registrou uma leve oscilação positiva, passando de 17% para 18%. Humberto Costa manteve a marca de 14%, enquanto Mendonça Filho teve uma pequena queda, saindo de 11% para 10%. Eduardo da Fonte, por sua vez, subiu de 7% para 8%.
Essas variações, dentro da margem de erro, reforçam que o cenário eleitoral em Pernambuco está consolidado em torno de um grupo específico, mas ainda sem um favoritismo absoluto que garanta a eleição antecipada. A disputa segue sob observação atenta, especialmente pelo impacto que as alianças e o apoio de lideranças nacionais podem exercer sobre o eleitorado local nas próximas semanas.
Metodologia e transparência do levantamento
A pesquisa, contratada pela Globo, ouviu 1.302 pessoas com 16 anos ou mais em todo o estado de Pernambuco. O trabalho de campo foi realizado entre os dias 19 e 22 de setembro. O estudo possui uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
O levantamento está devidamente registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número PE-05671/2026, garantindo a conformidade com as normas eleitorais vigentes. Para mais detalhes sobre o panorama político e as atualizações das eleições, continue acompanhando o Canal 1 de Notícias, onde mantemos o compromisso com a informação precisa, a análise aprofundada e a cobertura completa dos fatos que impactam o Brasil.