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Gaby Amarantos celebra fé e cultura periférica no Círio de Nazaré

Gaby Amarantos compartilha sua trajetória de fé e o impacto social do projeto Laje da Naza durante as celebrações do Círio de Nazaré em Belém.

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  • A conexão histórica entre a artista e a padroeira A relação de Gaby Amarantos com o Círio de Nazaré transcende a celebração…
  • Em entrevista ao Live CNN, a cantora revelou que sua devoção começou antes mesmo de completar um ano de idade.
  • Nascida prematura, aos sete meses, a artista foi levada pela mãe à procissão como parte de uma promessa por sua sobrevivência.
Gaby Amarantos celebra fé e cultura periférica no Círio de Nazaré

A conexão histórica entre a artista e a padroeira

A relação de Gaby Amarantos com o Círio de Nazaré transcende a celebração anual; ela é parte fundamental de sua trajetória de vida. Em entrevista ao Live CNN, a cantora revelou que sua devoção começou antes mesmo de completar um ano de idade. Nascida prematura, aos sete meses, a artista foi levada pela mãe à procissão como parte de uma promessa por sua sobrevivência. Esse momento inicial, que ela descreve com bom humor como uma cena digna de “Rei Leão”, ao ser erguida por um bombeiro em meio à multidão, consolidou um vínculo espiritual que a acompanha desde a infância, período em que deu seus primeiros passos no canto dentro da igreja.

O impacto cultural da Laje da Naza

Há três anos, a artista expandiu sua forma de homenagear a “Rainha da Amazônia” ao criar o projeto Laje da Naza. Realizado no Edifício Manoel Pinto da Silva, o primeiro prédio de Belém, o evento funciona como um ponto de encontro que democratiza o acesso à celebração. A iniciativa busca dar protagonismo a artistas da periferia, representantes do brega e tecnobrega, além de pessoas negras e integrantes da comunidade LGBT. Segundo Gaby, o objetivo central é oferecer um espaço de visibilidade para movimentos culturais frequentemente marginalizados, permitindo que a fé se manifeste através da diversidade artística e da inclusão social.

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Tradição, romarias e a força da periferia

O Círio de Nazaré, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, movimenta mais de 2,5 milhões de pessoas em Belém. Para além da Laje da Naza, a família da cantora mantém uma tradição de mais de duas décadas de distribuição de água aos romeiros durante o trajeto. Gaby também destaca a importância da Moto Romaria, que ela enxerga como um símbolo da cultura periférica que ganha voz e destaque no calendário oficial. Para a cantora, o Círio não é apenas um evento religioso, mas um momento de conexão profunda com a identidade paraense e com a proteção espiritual que a santa representa para a região.

A celebração deste ano ganhou contornos especiais com a apresentação do novo manto da Imagem Peregrina, ocorrida na última quinta-feira (8) na Basílica Santuário de Nazaré. O evento marca o início oficial da quadra nazarena, período que mobiliza a capital paraense com 14 romarias distintas. O convite de Gaby Amarantos é um chamado para que o Brasil conheça a magnitude da festa, que une fé, história e a resistência cultural de um povo que tem na padroeira seu maior símbolo de união. Para acompanhar mais desdobramentos sobre as festividades e outros temas relevantes para o país, continue conectado ao Canal 1 de Notícias, seu portal de referência em informação apurada e contextualizada.

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