A cidade de Parintins, localizada no interior do Amazonas, registrou momentos críticos na noite de sexta-feira (6) e na manhã de sábado (7) devido a uma densa camada de fumaça proveniente de queimadas na região. O fenômeno reduziu drasticamente a visibilidade e impactou diretamente a rotina dos moradores, que enfrentam os reflexos diretos dos incêndios florestais na área.
Segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), vinculado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a concentração de partículas poluidoras no ar atingiu a marca de 162,8 microgramas por metro cúbico durante a manhã de sábado. Com esse patamar, a qualidade do ar no município foi classificada oficialmente como péssima pelos órgãos de monitoramento científico.
Alerta oficial e recomendações de saúde para a população
Diante da deterioração rápida das condições atmosféricas, a Defesa Civil emitiu avisos direcionados à população ainda na noite de sexta-feira. Nas mensagens enviadas aos habitantes, o órgão recomendou o uso preventivo de máscaras de proteção e orientou que as pessoas evitem ao máximo a exposição prolongada à fumaça tóxica nas ruas.
A piora nos índices respiratórios já vinha sendo monitorada desde os dias anteriores, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabilizou dezenas de focos de calor na zona rural e em áreas de vegetação próximas aos limites urbanos. A situação levou gestores públicos a suspenderem temporariamente as atividades em instituições de ensino da rede pública até que haja segurança climática.
Combate aos incêndios e mobilização na zona rural
As chamas têm ameaçado pontos específicos do município, a exemplo da região de Vila Amazônia, onde o fogo chegou perigosamente perto da Fazenda da Esperança. Desde o início das ocorrências na terça-feira (3), equipes do Corpo de Bombeiros trabalham na contenção dos danos com o apoio fundamental de voluntários e religiosos locais.
Para tentar conter o avanço do fogo, a estrutura operacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na região foi reforçada. A base local passou a contar com o suporte logístico de sete aeronaves especializadas, além do reforço de brigadistas em solo para conter novos focos na floresta.
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