A equipe brasileira de paraciclismo encerrou sua participação na etapa de Gistel, na Bélgica, da Copa do Mundo de Estrada com um desempenho notável, acumulando um total de sete medalhas. O ponto alto da competição foi a conquista da medalha de ouro pelo paulista Lauro Chaman, que demonstrou supremacia em sua categoria, consolidando o potencial do país no cenário internacional da modalidade. Além do pódio mais alto, o Brasil assegurou outras seis medalhas de prata, evidenciando a força e a consistência de seus atletas em diversas classes e provas.
Ouro Inédito para Lauro Chaman Rumo a Paris 2024
O último dia de disputas na Bélgica foi coroado com a vitória expressiva de Lauro Chaman na prova de 80,4 quilômetros da classe MC5, destinada a atletas que utilizam bicicletas convencionais. O ciclista, já garantido como representante brasileiro nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, cruzou a linha de chegada com o tempo imponente de 1h48min09s. Chaman deixou para trás concorrentes de peso, superando o holandês Daniel Abraham Gebru, que ficou com a prata, e o ucraniano Yehor Dementyev, medalhista de bronze. Sua performance não apenas garantiu o topo do pódio, mas também reafirmou sua condição de um dos principais nomes do paraciclismo mundial.
Destaque Feminino: Pratas de Victória Barbosa, Gilmara do Rosário e Jéssica Ferreira
As atletas brasileiras também foram protagonistas em Gistel, adicionando importantes medalhas de prata ao currículo nacional. Na mesma sexta-feira em que Chaman subiu ao pódio, a paranaense Victória Barbosa conquistou a prata na prova feminina de 49,8 quilômetros pela classe C1, com bicicletas convencionais, sendo superada apenas pela chinesa Wangwei Qian. As ciclistas Gilmara do Rosário e Jéssica Ferreira demonstraram grande resiliência ao longo da semana, garantindo múltiplas pratas para o Brasil.
Gilmara do Rosário, competindo na classe H2 (handbikes), teve um desempenho notável na quinta-feira, 30 de maio, ao conquistar duas medalhas de prata: uma na prova de contrarrelógio e outra na disputa de resistência, que cobriu um percurso de 29,4 quilômetros. Na prova de resistência, seu tempo de 1h30min34s a colocou em segundo lugar, atrás da tailandesa Patcharapha Seesen, com a britânica Marina Logacheva completando o pódio. Jéssica Ferreira, por sua vez, também brilhou com duas pratas: uma na prova de contrarrelógio da classe H3, conquistada já na terça-feira, 28 de maio, e outra na disputa de resistência da mesma classe na quinta-feira, 30 de maio, onde percorreu 49,8 quilômetros em 1h29min24s, sendo superada pela francesa Anaïs Vincent.
Balanço Final e Próximos Desafios no Calendário Internacional
Com um ouro e seis pratas, o Brasil consolidou sua posição como uma potência no paraciclismo mundial nesta etapa da Copa. A delegação contou com 14 atletas e um piloto, todos empenhados em representar o país com excelência. Os resultados alcançados em Gistel servem de motivação e preparação para os próximos compromissos da temporada. A caravana do paraciclismo já se prepara para o próximo desafio da Copa do Mundo, que terá início na quinta-feira, 7 de junho, na cidade de Abruzzo, na Itália, onde os atletas brasileiros buscarão novas conquistas e aprimoramento contínuo em suas performances.
O desempenho em Gistel reforça a expectativa em torno dos ciclistas brasileiros, especialmente com a proximidade dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. As medalhas e a experiência adquirida nestas etapas da Copa do Mundo são cruciais para o desenvolvimento e o fortalecimento do paraciclismo nacional, pavimentando o caminho para futuras glórias e a representação de alto nível em grandes eventos esportivos.