A concessionária espanhola Aena iniciou oficialmente sua gestão no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, com uma estratégia clara de reposicionamento do terminal como um dos principais hubs de conexão internacional do Brasil. Após assumir a concessão na última semana, em um contrato que se estende até 2039, a empresa apresentou um plano ambicioso para ampliar a conectividade aérea e impulsionar a movimentação de passageiros na capital fluminense.
Expansão da malha aérea e destinos internacionais
O foco imediato da nova gestão é o fortalecimento das rotas internacionais. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (13), a Aena detalhou que pretende implementar um aumento de mais de 50 frequências semanais para nove destinos globais até janeiro de 2027. A lista inclui cidades estratégicas como Paris, Miami, Frankfurt, Lisboa, Porto, Santiago, Córdoba, Atlanta e Panamá.
Além da ampliação de frequências, a concessionária planeja a retomada ou a abertura inédita de voos para outras nove cidades estrangeiras no mesmo período, reforçando a capilaridade do Galeão. Entre os destinos previstos estão Nova York, Dallas, Toronto, Montreal, Assunção, Salta, Mendoza, Rosario e Lima. A medida visa aproveitar a infraestrutura do terminal, que possui capacidade para operar até 37 milhões de passageiros anualmente, número bem superior aos 17,5 milhões registrados em 2025.
Infraestrutura e aportes de parceiros
Para sustentar esse crescimento, a Aena anunciou a coordenação de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, a serem executados por parceiros estratégicos ao longo dos próximos três anos. Entre as obras previstas estão a construção de um hotel com pelo menos 232 quartos, situado entre os dois terminais, além de um novo galpão logístico e um hangar dedicado à manutenção de aeronaves da Gol.
Embora reformas estruturais em elevadores e esteiras de bagagens estejam no radar, a reabertura do Terminal 1 — que permanece desativado há uma década — segue como uma possibilidade condicionada. Segundo a concessionária, a utilização desse espaço dependerá diretamente da demanda futura e do crescimento real do fluxo de passageiros. Para mais detalhes sobre o setor, acompanhe as atualizações no Canal 1 de Notícias, que segue monitorando os desdobramentos desta concessão.
Equilíbrio entre Galeão e Santos Dumont
A estratégia para o Galeão está intrinsecamente ligada à política de restrições do Aeroporto Santos Dumont, implementada em 2023 para incentivar o uso do terminal internacional. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, reforçou que o cronograma de flexibilização para o Santos Dumont, que deve culminar na retirada total das restrições em 2029, permanece mantido.
O ministro alertou, contudo, que qualquer alteração nesse cronograma que prejudique o Galeão resultará em reequilíbrio contratual em desfavor da concessionária. O governo federal aposta na vocação turística e na infraestrutura do Galeão para consolidar o Rio de Janeiro como uma porta de entrada internacional, equiparando sua relevância operacional à de outros grandes centros como Guarulhos.
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