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A nova era da Seleção Francesa começou sob o signo da estabilidade. Após 14 anos de um ciclo vitorioso e longevo sob o comando de Didier Deschamps, a chegada de Zinedine Zidane ao cargo de treinador trouxe uma expectativa renovada para os torcedores dos Bleus. Ao encerrar sua primeira Data Fifa à frente da equipe nacional, o lendário ex-jogador deixou um saldo positivo: a França terminou o período invicta na Nations League, apresentando sinais de uma transição que mescla cautela tática e aposta em novos talentos.
O impacto da estreia de Zidane foi imediato, não apenas pelo desempenho, mas pela marca histórica alcançada. O vencedor da Bola de Ouro de 1998 tornou-se o primeiro técnico da seleção a vencer sua partida de estreia desde Aimé Jacquet, em 1994, após um triunfo por 1 a 0 sobre a Turquia. Além disso, ele igualou um feito que não ocorria há duas décadas: permaneceu invicto nos quatro primeiros compromissos, marca que não era vista desde a passagem de Raymond Domenech, em 2004.
Desafios táticos e a busca por eficiência ofensiva
Apesar dos resultados favoráveis, que incluem vitórias sobre a Bélgica e um empate por 1 a 1 com a Itália, o trabalho inicial de Zidane revela desafios claros. O time demonstrou um domínio territorial expressivo, mantendo uma média de 62% de posse de bola, mas esbarrou em dificuldades crônicas no terço final do campo. A falta de contundência para converter esse controle em chances reais de gol tem sido o principal ponto de atenção da comissão técnica.
O próprio treinador reconheceu a necessidade de evolução. Em entrevista coletiva realizada na última segunda-feira (5), Zidane pontuou que, embora o balanço dos 15 dias de trabalho seja animador, a equipe ainda carece de maior capacidade de infiltração nos últimos 30 metros. Esse problema foi acentuado pela ausência de Kylian Mbappé, que se lesionou logo após marcar o gol da vitória na estreia e desfalcou o time nas três partidas seguintes, evidenciando uma dependência que o novo comandante busca mitigar.
Renovação e a aposta em novos nomes
Uma das marcas registradas deste início de gestão foi a coragem em promover mudanças no elenco. Zidane aproveitou a sequência de quatro jogos em 15 dias para testar a profundidade do grupo, proporcionando a estreia internacional de seis atletas: Guillaume Restes, Jeremy Jacquet, Andy Diouf, Lucas Da Cunha, Esteban Lepaul e Leny Yoro. A estratégia visa preparar o terreno para uma renovação necessária, considerando o início de temporada europeia.
Enquanto nomes como Jacquet e Da Cunha deixaram boas impressões, outros jogadores mais experientes enfrentaram dificuldades. O caso mais emblemático foi o de Ousmane Dembélé, vencedor da Bola de Ouro de 2025, que não conseguiu se firmar nem como centroavante nem na ponta direita. Por outro lado, Michael Olise consolidou-se como o grande protagonista do ataque, acumulando quatro gols e duas assistências, sendo peça fundamental nas viradas e vitórias conquistadas nos minutos finais.
Com o olhar voltado para o futuro, a França agora se prepara para os compromissos decisivos contra a Itália e a Turquia no próximo mês. O objetivo é claro: garantir a classificação para as quartas de final da Nations League e consolidar o modelo de jogo de Zidane. O Canal 1 de Notícias segue acompanhando de perto os desdobramentos desta nova fase do futebol francês, trazendo sempre uma análise aprofundada e contextualizada sobre os principais eventos esportivos ao redor do mundo. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e variedade temática.
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