Uma noite de confraternização transformou-se em tragédia na Baixada Fluminense neste sábado (7), quando um tiroteio em um salão de festas em Nova Iguaçu resultou na morte de duas pessoas. Entre as vítimas está o primeiro-sargento da Polícia Militar André Luiz Israel Fernandes, de 45 anos, cujo envolvimento em um confronto durante o ataque é o foco principal da investigação policial.
A Invasão Violenta ao Salão de Festas
O incidente ocorreu por volta das 23h45 em uma casa de festas na Rua Luís Tomás, localizada no bairro da Luz, em Nova Iguaçu. De acordo com informações da Polícia Militar, o sargento Fernandes estava presente no interior do estabelecimento quando o local foi abruptamente invadido por um grupo de homens. Os assaltantes, descritos como encapuzados e vestindo coletes, portavam armamento pesado, incluindo pistolas e fuzis, transformando o ambiente festivo em palco de violência e terror. A ação rápida e brutal dos invasores culminou com disparos efetuados contra o policial.
Dinâmica do Confronto e as Vítimas Fatais
No tumulto que se seguiu à invasão, um homem de 29 anos, posteriormente identificado pela investigação como um dos criminosos envolvidos no ataque, também foi baleado, vindo a óbito no local. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), trabalha com a principal linha de investigação de que o suspeito foi atingido pelo próprio sargento André Luiz Israel Fernandes, que teria reagido à invasão e aos disparos. Testemunhas relataram a ocorrência de tiros no local, mas a origem exata de todos os projéteis ainda está sob apuração. As autoridades confirmaram que, felizmente, não houve registro de outras pessoas feridas durante o violento episódio, e os corpos foram posteriormente encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu.
Investigação em Andamento e Pistas Cruciais
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu a condução do inquérito, realizando a perícia minuciosa no salão de festas para coletar evidências. Um ponto crucial para a investigação é o fato de que a arma do policial militar não foi encontrada no local do crime, apenas o seu coldre, o que reforça a hipótese de um confronto direto e levanta questões sobre o paradeiro do armamento oficial. As diligências estão em curso com o objetivo de identificar todos os demais envolvidos no ataque, que permanecem foragidos, e esclarecer a motivação por trás da brutalidade. Paralelamente, relatos indicaram que a confraternização poderia ter a presença de integrantes de uma milícia local, levantando uma possível conexão com atividades criminosas na região; contudo, essa hipótese ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
O trágico evento em Nova Iguaçu sublinha a complexidade da segurança pública na região metropolitana do Rio de Janeiro e a audácia de grupos criminosos. Enquanto a comunidade local aguarda respostas, a DHBF prossegue com o empenho em reconstruir os fatos, levar os responsáveis à justiça e elucidar completamente as circunstâncias que levaram à morte de um policial em serviço e de um indivíduo suspeito em um salão de festas.
Fonte: https://g1.globo.com