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Ministério do Trabalho inclui três fazendas mineiras na lista suja após resgate de 13 pessoas

Três fazendas no Sul de Minas entram na lista suja do trabalho escravo após resgate de 13 trabalhadores rurais em ações do Ministério do Trabalho.

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  • Três propriedades rurais dedicadas à cafeicultura, situadas nos municípios de Cássia, Conceição da Aparecida e Passos, no Sul de Minas Gerais, foram…
  • A atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego…
  • Impacto do resgate de trabalhadores rurais A inclusão das três fazendas mineiras está diretamente ligada ao resgate de 13 trabalhadores rurais.
Ministério do Trabalho inclui três fazendas mineiras na lista suja após resgate de 13 pessoas
Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT

Três propriedades rurais dedicadas à cafeicultura, situadas nos municípios de Cássia, Conceição da Aparecida e Passos, no Sul de Minas Gerais, foram incluídas na chamada “lista suja” do trabalho escravo. A atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira (6), evidenciando a persistência de violações de direitos humanos no setor agropecuário mineiro.

Impacto do resgate de trabalhadores rurais

A inclusão das três fazendas mineiras está diretamente ligada ao resgate de 13 trabalhadores rurais. Estes indivíduos foram encontrados em condições degradantes, uma realidade que, infelizmente, ainda compõe o cenário rural brasileiro. Com essas novas inserções, Minas Gerais consolida uma posição preocupante no ranking nacional, totalizando 106 empregadores no cadastro, número que reflete o resgate de 273 trabalhadores em todo o estado.

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O levantamento nacional apontou a inclusão de 82 novos empregadores em todo o país, abrangendo 21 unidades da Federação. Ao todo, 553 pessoas foram resgatadas em situações de exploração entre 2024 e 2026. Minas Gerais lidera o número de registros nesta atualização, com 19 novos nomes incluídos, superando estados como Bahia e Amazonas.

Setores econômicos e a fiscalização

O relatório do MTE detalha que as atividades econômicas com maior incidência de trabalho análogo à escravidão incluem a criação de bovinos para corte, serviços domésticos, produção de carvão vegetal e, notadamente, a produção de café. Esse panorama reforça a necessidade de uma fiscalização rigorosa e contínua nas cadeias produtivas que sustentam a economia regional.

A “lista suja”, criada em 2003, funciona como um mecanismo de transparência pública. Ela reúne empregadores que tiveram processos administrativos concluídos, sem possibilidade de novos recursos. A permanência dos nomes no cadastro é de dois anos, embora existam dispositivos legais, como o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que permitem a reparação de danos e o investimento em programas de apoio às vítimas.

Combate ao trabalho escravo no Brasil

O combate a essa prática conta com o trabalho fundamental do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que completou 30 anos de atuação em 2025. Desde 1995, o grupo já resgatou mais de 70 mil trabalhadores em todo o território nacional. A transparência sobre quem explora mão de obra nessas condições é considerada uma ferramenta essencial para pressionar o mercado e garantir a dignidade no ambiente de trabalho.

Para quem deseja colaborar com o combate a essas violações, o governo federal disponibiliza o Sistema Ipê. A plataforma permite que denúncias sejam feitas de forma anônima, garantindo a segurança de quem reporta irregularidades. O Canal 1 de Notícias segue acompanhando os desdobramentos desta atualização e o impacto das políticas de fiscalização no setor produtivo nacional, mantendo você informado com credibilidade e rigor jornalístico.

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