O tênis mundial testemunhou um feito notável no último domingo, quando o argentino Tomás Martín Etcheverry sagrou-se campeão do Rio Open, garantindo o primeiro título de sua carreira no circuito principal da ATP. A vitória coroou uma verdadeira maratona de jogos no Jockey Club Brasileiro, que testou os limites físicos e mentais dos atletas, mas consagrou o tenista de 24 anos em uma jornada inesquecível.
Uma Conquista Histórica em Solo Carioca
A final, um embate emocionante contra o chileno Alejandro Tabilo, estendeu-se por mais de três horas, culminando na vitória de Etcheverry por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 7/6 (7/3) e 6/4. O triunfo não apenas marcou um ponto de virada na carreira do argentino, mas também destacou sua resiliência e capacidade de superação diante de um adversário determinado e da exaustiva programação do torneio.
Desde o início, o jogo foi um espetáculo de táticas e golpes precisos. Tabilo demonstrou agressividade, conquistando o primeiro set e colocando pressão sobre Etcheverry. Contudo, o argentino manteve a calma, lutando por cada ponto e elevando seu nível de jogo nos momentos cruciais, o que seria fundamental para virar o placar e levantar o troféu.
A Maratona da Semifinal: Desafio Dobrado em um Único Dia
O caminho para a glória no Rio Open foi particularmente árduo devido a imprevistos climáticos. A forte chuva que atingiu o Rio de Janeiro no sábado forçou o adiamento das semifinais, reconfigurando a agenda para que semis e a grande final fossem disputadas no mesmo domingo. Essa mudança impôs uma exigência física brutal aos finalistas, especialmente a Etcheverry, que precisou de uma performance heroica para superar seus oponentes.
Na semifinal, Etcheverry enfrentou o croata Vit Kopriva em uma batalha intensa que durou quase quatro horas (3 horas e 57 minutos). Simultaneamente, Alejandro Tabilo superava o peruano Ignacio Buse, garantindo seu lugar na decisão. A vitória na semifinal já era um testemunho da preparaçãodo argentino, mas a verdadeira prova de fogo ainda estava por vir.
Somando-se os tempos de quadra das duas partidas disputadas no domingo, Tomás Etcheverry permaneceu em ação por mais de sete horas. Essa impressionante marca, que incluiu o desgaste da semifinal e a intensidade da final, sublinha não apenas seu talento técnico, mas sua notável capacidade de resistência física e mental para competir em alto nível por um período tão prolongado.
A Batalha Decisiva: Análise Set a Set da Final
Primeiro Set: O Domínio Inicial de Tabilo
O início da final viu Alejandro Tabilo largar na frente. Embora Etcheverry tenha conseguido uma quebra inicial, o chileno respondeu de imediato, devolvendo a quebra no game seguinte e repetindo a dose pouco depois para abrir uma vantagem de 3/0. Tabilo conseguiu manter a superioridade, gerenciando seus games de saque com solidez, e fechou a parcial em 6/3, demonstrando grande controle e determinação.
Segundo Set: A Reação e o Tie-break de Etcheverry
O segundo set foi um divisor de águas e se mostrou o mais disputado da partida. Etcheverry, buscando a recuperação, conseguiu uma quebra importante no terceiro game. Contudo, Tabilo não se abateu e devolveu a quebra no sexto game, mantendo a paridade. Um momento de grande tensão ocorreu no quinto game, quando Etcheverry precisou de extrema concentração para confirmar seu serviço. A parcial foi decidida no tie-break, onde o argentino exibiu uma performance dominante, vencendo por 7/3 e fechando o set em 7/6, igualando o marcador geral.
Terceiro Set: A Superioridade do Campeão
Com ambos os tenistas visivelmente desgastados pela longa jornada na quadra, o set decisivo exigiu não apenas técnica, mas também força mental. Etcheverry demonstrou maior consistência e energia, conseguindo a única quebra do set no terceiro game. A partir daí, o argentino defendeu seu serviço com maestria, suportando a pressão de Tabilo e administrando sua vantagem até o fim. O placar de 6/4 selou a vitória de Etcheverry, que celebrou seu primeiro e tão aguardado título no circuito ATP.
A consagração de Tomás Etcheverry no Rio Open não é apenas um marco em sua carreira, mas também um lembrete do espírito inabalável do esporte. Sua jornada através de uma maratona de partidas, coroada com um título inédito, certamente será uma inspiração para futuros desafios e solidifica sua posição como uma figura promissora no cenário do tênis profissional.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br