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Sociedade civil entrega nota ao TSE e alerta sobre riscos de censura nas redes

Entidades da sociedade civil entregam nota ao TSE alertando sobre riscos de censura nas redes sociais e falta de transparência das plataformas.

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  • Diversas organizações da sociedade civil entregaram uma nota pública ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para manifestar profunda preocupação com os riscos de…
  • A mobilização ocorre em meio a debates acalorados sobre a moderação de conteúdos políticos e a integridade das eleições, mobilizando diferentes setores…
  • Segundo os signatários, há indícios claros de que forças atuam para desestabilizar o pleito e limitar o livre exercício do voto, prejudicando…
Sociedade civil entrega nota ao TSE e alerta sobre riscos de censura nas redes
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Diversas organizações da sociedade civil entregaram uma nota pública ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para manifestar profunda preocupação com os riscos de censura decorrentes de ações tomadas por plataformas que operam as redes sociais no país. A mobilização ocorre em meio a debates acalorados sobre a moderação de conteúdos políticos e a integridade das eleições, mobilizando diferentes setores sociais em torno da defesa das garantias constitucionais.

O documento foi assinado por cinquenta organizações sociais, movimentos populares e sindicatos integrados ao DiraCom – Direito à Comunicação e Democracia, entidade voltada à salvaguarda do direito humano à comunicação. Segundo os signatários, há indícios claros de que forças atuam para desestabilizar o pleito e limitar o livre exercício do voto, prejudicando o debate público no ambiente digital.

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Entidades apontam falta de transparência na moderação digital

As organizações relataram que usuários, comunicadores e perfis políticos enfrentam barreiras severas, como o bloqueio abrupto de contas e a drástica redução no alcance de publicações legítimas. Entre os exemplos citados no documento entregue à Justiça Eleitoral está a desativação temporária da ferramenta de anúncios da conta oficial do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.

Para as entidades subscritas, a opacidade com que as empresas de tecnologia gerenciam seus algoritmos compromete a lisura do processo democrático. O texto reforça que as diretrizes adotadas pelas companhias de tecnologia muitas vezes carecem de clareza, gerando punições arbitrárias que afetam desproporcionadamente determinados espectros da discussão política nacional.

Críticas a decisões da corte e o debate sobre o devido processo legal

Além da atuação das grandes empresas de tecnologia, a nota expressa inquietação com decisões recentes vindas do Tribunal Superior Eleitoral. As organizações destacaram episódios envolvendo o canal do WhatsApp denominado “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones, que se tornou alvo de disputas jurídicas entre diferentes correntes partidárias representadas por figuras como o senador Flávio Bolsonaro.

Na petição encaminhada ao corregedor da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Curva, os representantes da sociedade civil argumentam que qualquer medida de combate à desinformação precisa estar rigorosamente ancorada em provas concretas. O documento enfatiza a necessidade intransigente de observância ao devido processo legal, assegurando a ampla defesa e a preservação da liberdade de expressão.

Decisão recente do TSE freia suspensão de canais

Em meio às discussões sobre os limites da moderação eleitoral, o TSE emitiu posicionamento recente definindo que canais de comunicação política não devem sofrer restrições arbitrárias por decisões isoladas. A medida busca trazer previsibilidade jurídica e evitar que divergências interpretativas resultem na interrupção sumária de canais oficiais de comunicação durante o período sensível de campanha.

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