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Operação “Corte Final” Desarticula Rota Interestadual de Tráfico entre Mato Grosso do Sul e São Paulo

G1

A Polícia Civil de Presidente Bernardes (SP) deflagrou nesta quarta-feira (25) a Operação “Corte Final”, que resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão. A ação visa desmantelar um grupo criminoso suspeito de envolvimento com tráfico interestadual de drogas, operando uma complexa rede entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. As investigações apontam para a existência de uma organização estruturada, com indícios de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), dedicada ao transporte e distribuição de entorpecentes.

O Estopim da Investigação: Um Flagrante de Peso

A linha de investigação que culminou na “Corte Final” teve início em maio de 2024. Naquele período, quatro homens foram presos em flagrante, transportando uma expressiva quantidade de mais de 80 quilos de maconha. A droga era veiculada em um ônibus interestadual que realizava a rota entre Campo Grande (MS) e São Paulo (SP). Este evento serviu como catalisador para as autoridades, que começaram a desenhar o perfil e o alcance da organização criminosa por trás daquela remessa.

A Estrutura e o Modus Operandi do Tráfico Interestadual

As apurações subsequentes revelaram um grupo bem articulado, caracterizado por uma clara divisão de funções entre seus membros e uma atuação frequente no transporte de narcóticos. A rede criminosa, além de movimentar grandes carregamentos de maconha no eixo Mato Grosso do Sul – São Paulo, também se dedicava ao envio de cocaína no sentido inverso, consolidando a capital paulista como um ponto estratégico tanto para o recebimento quanto para a distribuição de substâncias ilícitas. Diversos participantes foram identificados neste esquema contínuo.

Lideranças e Papéis Chave na Organização Criminosa

A investigação focou em identificar as figuras centrais responsáveis pela coordenação e logística da operação de tráfico. Dois investigados, ambos com 36 anos, foram apontados como líderes nesse arranjo. Um deles era encarregado de coordenar a totalidade da operação, o que incluía o custeio das viagens, a seleção criteriosa dos transportadores e o acompanhamento detalhado do trajeto das drogas. O outro indivíduo, por sua vez, assumia a responsabilidade pela logística em São Paulo, onde recebia as cargas, oferecia suporte essencial às chamadas “mulas” e desempenhava um papel ativo na distribuição final dos entorpecentes na região.

Avanços da Operação e Próximas Etapas Investigativas

Diante das evidências coletadas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária dos dois principais suspeitos, buscando consolidar as provas e interromper suas atividades criminosas. Foram também expedidos mandados de busca e apreensão para diversos endereços associados ao grupo, incluindo um imóvel na zona sul da capital paulista que, conforme as informações policiais, seria utilizado para a retirada e manuseio de cocaína. Durante a execução das ordens judiciais, dois aparelhos celulares foram apreendidos em São Paulo. Estes dispositivos serão submetidos a perícia técnica, um passo fundamental para identificar outros possíveis envolvidos e mapear integralmente a extensão da rede criminosa.

A Operação "Corte Final" reforça o compromisso das forças de segurança em desarticular organizações criminosas que exploram as rotas interestaduais para o tráfico de drogas. Ao mirar nos líderes e na logística de um grupo com supostas conexões com o PCC, a Polícia Civil busca não apenas apreender entorpecentes, mas também enfraquecer significativamente a estrutura e a capacidade operacional dessas redes que ameaçam a segurança pública e a saúde da sociedade.

Fonte: https://g1.globo.com

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