Pirenópolis, um dos destinos turísticos mais procurados de Goiás, foi palco de uma tragédia na última semana que resultou na morte de uma menina de 9 anos. O incidente ocorreu na Cachoeira Usina Velha, onde a criança ficou com o pé preso em uma fenda subaquática e permaneceu submersa por cerca de 20 minutos, conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar. Apesar dos intensos esforços de resgate e socorro, a jovem não resistiu aos ferimentos.
Os Momentos Críticos do Resgate na Cachoeira
O dramático acidente teve início na manhã da segunda-feira (16), quando a criança, cuja identidade não foi revelada, sofreu o imprevisto na Cachoeira Usina Velha. De acordo com relatos de testemunhas e informações do Corpo de Bombeiros, a menina ficou presa em uma fenda natural sob a água, resultando em um período de submersão de aproximadamente 20 minutos. Um guarda-vidas do próprio estabelecimento, auxiliado por populares que estavam no local, agiu prontamente para desprendê-la e retirá-la da água.
Ao ser resgatada, a menina encontrava-se inconsciente e sem sinais vitais, um quadro que indicava uma possível parada cardiorrespiratória. Simultaneamente às primeiras ações de socorro no local, o Corpo de Bombeiros já havia sido acionado para prestar apoio emergencial.
A Luta Pela Vida no Hugol
Após a chegada rápida da equipe de resgate especializada, os bombeiros iniciaram imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar. Dada a gravidade da situação e a necessidade de atendimento de alta complexidade, optou-se pelo transporte aéreo emergencial. Um helicóptero conduziu a criança às pressas para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, referência no tratamento de traumas.
No Hugol, a equipe médica se dedicou incansavelmente para estabilizar o quadro da menina e reverter a situação crítica. Contudo, apesar de todos os esforços e da intensa dedicação dos profissionais de saúde, ela não conseguiu se recuperar dos danos causados pelo afogamento, vindo a óbito na madrugada de quarta-feira (18), dois dias após o trágico incidente.
Respostas e Medidas da Administração do Local
A administração da Cachoeira Usina Velha emitiu duas notas oficiais em relação ao ocorrido. Na primeira, divulgada antes da confirmação do óbito, a empresa destacou a atuação imediata de sua equipe no apoio ao resgate e informou sobre a condução de uma 'avaliação técnica das circunstâncias do incidente', visando aprimorar continuamente as medidas de segurança e prevenção no local.
Posteriormente, com a triste notícia do falecimento, a empresa publicou uma nota de pesar, expressando profunda solidariedade à dor da família e de todos que sofrem com essa 'perda irreparável'. Adicionalmente, foi esclarecido o papel dos socorristas: enquanto um guarda-vidas da Usina Velha foi o primeiro a agir (em trajes de banho), um guarda-vidas uniformizado de uma cachoeira vizinha, a Meia Lua, também prestou auxílio após o pedido de apoio, reforçando a mobilização conjunta para o socorro.
Reflexões sobre Segurança em Ambientes Naturais
A tragédia em Pirenópolis serve como um doloroso lembrete dos riscos associados a ambientes naturais, mesmo em locais com alguma estrutura e supervisão. Este lamentável episódio, que ceifou uma jovem vida, certamente intensificará o debate sobre a necessidade de revisões nos protocolos de segurança e prevenção em cachoeiras e balneários, buscando garantir a máxima proteção aos visitantes. A comunidade local e o setor turístico aguardam os desdobramentos da avaliação técnica e as possíveis novas medidas de segurança para evitar que incidentes como este se repitam.
Fonte: https://g1.globo.com