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Milão-Cortina: Brasil Celebra Pódio Inédito em Edição Histórica dos Jogos Paralímpicos de Inverno

© Alessandra Cabral/CPB

A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina (Itália) encerrou-se neste domingo, marcando um capítulo verdadeiramente histórico para o esporte paralímpico brasileiro. Com a maior delegação já enviada a uma edição do evento, composta por oito atletas, o Brasil não apenas consolidou sua presença, mas também celebrou a conquista de sua primeira medalha em Jogos de Inverno. O feito foi protagonizado pelo rondoniense Cristian Ribera, que cravou seu nome na história ao conquistar a prata, sinalizando um novo patamar para os atletas brasileiros nas pistas de neve.

O Pódio Inédito de Cristian Ribera no Esqui Cross-Country

A emoção da inédita medalha veio por meio de Cristian Ribera na desafiadora prova do sprint (um quilômetro) do esqui cross-country. Competindo na categoria para atletas sentados, Ribera, natural de Rondônia e radicado em Jundiaí (SP), demonstrou técnica e resiliência, garantindo a prata e provando a capacidade brasileira de competir no mais alto nível dos esportes de inverno. Seu desempenho não só rendeu um pódio, mas também inspirou uma nova geração de atletas paralímpicos.

Desempenho Robusto na Pista de Neve de Tesero

Além do brilho da medalha, a campanha brasileira se destacou por performances consistentes em diversas provas. No último dia de competições, seis atletas brasileiros estiveram na pista de neve de Tesero para a disputa dos 20 quilômetros do esqui cross-country. Cristian Ribera, mais uma vez, sobressaiu, alcançando um notável quinto lugar no masculino com o tempo de 53min40s8. Na disputa feminina, a paranaense Aline Rocha, também esquiando sentada, igualou o feito, terminando em quinto lugar com 1h01min30s2.

Sobre o desafio da prova longa, Cristian Ribera comentou ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB): "Não é minha especialidade. Eu esperava um bom resultado, mas sabia que seria uma luta. Nas primeiras parciais, estava em segundo ou terceiro. Talvez, se eu segurasse um pouco, desse para recuperar no fim. Nessas provas longas, a gente vê que a competição é muito forte. Cheguei mais de um minuto atrás dos mesmos atletas que venci no sprint", destacando a intensidade e o nível técnico da competição. Completando a participação masculina na prova sentada, o paulista Guilherme Rocha finalizou em 19º (58min49s4) e o paraibano Robelson Lula em 22º (1h01min07s3). Entre as mulheres, Elena Sena (SP) conquistou a 14ª colocação (1h19min04s9). Na classe standing masculina, o paulista Wellington da Silva garantiu a 25ª posição (52min54s).

Além da Medalha: Marcas Históricas e Estreias Notáveis

A participação brasileira em Milão-Cortina foi marcada por uma série de outras conquistas significativas. Aline Rocha reforçou seu talento ao garantir um sétimo lugar no biatlo paralímpico. O revezamento do esqui cross-country, composto por Aline, Cristian Ribera e Wellington da Silva, também obteve um expressivo sétimo lugar, evidenciando a força coletiva da equipe. Além disso, a edição de 2026 testemunhou a estreia de Vitória Machado, atleta gaúcha que se tornou a primeira mulher brasileira a competir na modalidade de snowboard, abrindo caminho para futuras gerações.

A representação brasileira na cerimônia de encerramento, realizada em Cortina d'Ampezzo – palco das provas de snowboard –, ficou a cargo de Vitória Machado e do também gaúcho André Barbieri. André, que superou um acidente durante um treino pré-evento para competir, teve a honra de ser o porta-bandeira, simbolizando a perseverança e o espírito paralímpico.

Consolidação e Perspectivas para o Futuro dos Esportes de Inverno

Os resultados em Milão-Cortina 2026 demonstram a evolução técnica e o novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do Brasil. Segundo José Antônio Freire, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), "Com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira em Milão-Cortina 2026 consolida um novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do país e reforça a evolução técnica da equipe nacional nas provas disputadas na neve." Esse desempenho inspira e prepara o terreno para as próximas competições internacionais.

A delegação retorna ao Brasil com a certeza de que o trabalho de desenvolvimento e investimento nos esportes de inverno está gerando frutos. O olhar agora se volta para os próximos desafios, com os Jogos Paralímpicos de Verão de Los Angeles em 2028 e, subsequentemente, a próxima edição da Paralimpíada de Inverno, que acontecerá nos Alpes Franceses entre 1º e 10 de março de 2030, prometendo novas oportunidades para o Brasil brilhar na neve.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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