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Argentina barra entrada de jornalista brasileiro crítico a Milei após cancelar sua residência

Jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. é impedido de entrar na Argentina após ter residência cancelada. Caso levanta debate sobre liberdade de imprensa.

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  • O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr.
  • foi impedido de ingressar na Argentina nesta segunda-feira (12), ao desembarcar no Aeroparque, em Buenos Aires.
  • O profissional, que mantém residência permanente no país desde 2022, teve seu status migratório cancelado pelas autoridades locais, que também impuseram uma…
Argentina barra entrada de jornalista brasileiro crítico a Milei após cancelar sua residência
© Rogério Tomaz Jr./Instagram

O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. foi impedido de ingressar na Argentina nesta segunda-feira (12), ao desembarcar no Aeroparque, em Buenos Aires. O profissional, que mantém residência permanente no país desde 2022, teve seu status migratório cancelado pelas autoridades locais, que também impuseram uma proibição de reingresso em território argentino pelo período de cinco anos. O caso levanta questionamentos sobre a liberdade de imprensa e o tratamento dispensado a críticos da gestão do presidente Javier Milei.

Contexto da decisão migratória

A Direção Nacional de Migrações (DNM) da Argentina fundamentou a medida em um decreto editado em 2025, que permite o cancelamento de residências caso o estrangeiro descumpra as condições estabelecidas para a concessão do documento. Segundo as autoridades, o jornalista não teria mantido a regularidade de sua estada no país. Tomaz Jr., no entanto, contesta a interpretação oficial, afirmando que seu documento possuía validade até 2037 e que ele realizou viagens frequentes ao país, incluindo uma permanência de 36 dias apenas no ano de 2026.

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O jornalista, que atua em Brasília e se dedica à cobertura dos impactos econômicos e sociais das políticas de austeridade do governo Milei, acredita que a ação possui motivação política. Ele relata ter enfrentado atritos recentes com integrantes da comunicação digital do governo argentino, incluindo embates públicos com Juan Pablo Carreira, diretor de Comunicação Digital da Presidência. Para Tomaz Jr., o episódio reflete uma escalada autoritária que, segundo ele, acompanha a crise socioeconômica enfrentada pela Argentina, marcada por fechamento de empresas e desemprego, conforme reportado pela Agência Brasil.

Repercussão e posicionamento das entidades

A notícia da deportação gerou pronta reação de entidades de classe no Brasil. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) emitiram nota pública repudiando o ato. As organizações classificaram a medida como uma forma de perseguição ao exercício profissional, ressaltando que governos não devem utilizar mecanismos migratórios para silenciar vozes críticas ou impedir o trabalho de apuração jornalística.

O governo argentino, por sua vez, tem endurecido as normas para estrangeiros. Recentemente, foi editado um decreto que possibilita a expulsão de indivíduos que tenham proferido mensagens consideradas de ódio ou que incitem a violência contra cidadãos argentinos. Embora a justificativa oficial para o caso de Tomaz Jr. tenha sido técnica, o momento da decisão — ocorrida após uma série de críticas do jornalista a um canal de streaming alinhado ao governo — reforça a percepção de que a medida está inserida no acirrado debate político que domina o país.

Trabalho de apuração e próximos passos

Rogério Tomaz Jr. estava na Argentina para produzir material para um livro sobre a gestão de Javier Milei, com lançamento previsto para fevereiro de 2027. O jornalista, que já atuou como assessor parlamentar, tem documentado as reformas estruturais, privatizações e cortes de gastos públicos implementados pela atual administração. Após ser notificado da decisão, ele assinou os documentos necessários e aguardou o voo de retorno ao Brasil, desembarcando em Guarulhos antes de seguir para Brasília.

O profissional avalia que as chances de reverter a decisão migratória são remotas, apesar da possibilidade legal de recurso. O episódio permanece como um ponto de tensão nas relações entre a imprensa brasileira e o governo argentino. O Canal 1 de Notícias segue acompanhando os desdobramentos deste caso, comprometido em trazer a informação com a profundidade e a imparcialidade que o seu público exige. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas relevantes do cenário internacional.

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