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Avaliação do BAIC Arcfox T1 Max revela comportamento dinâmico ajustado para o Brasil

Avaliamos o BAIC Arcfox T1 Max, elétrico chinês que traz suspensão adaptada para as ruas brasileiras e boa lista de itens.

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  • O mercado automobilístico brasileiro tem recebido um volume expressivo de novos modelos elétricos vindos da China.
  • Embora compartilhem traços visuais semelhantes, como faróis afilados e cabines dominadas por telas multimídia, a experiência de condução frequentemente esbarra em um…
  • Diante desse cenário, alguns fabricantes começam a investir em adaptações locais para conquistar o motorista nacional.
Avaliação do BAIC Arcfox T1 Max revela comportamento dinâmico ajustado para o Brasil
Rodrigo Barros/CNN Brasil

O mercado automobilístico brasileiro tem recebido um volume expressivo de novos modelos elétricos vindos da China. Embora compartilhem traços visuais semelhantes, como faróis afilados e cabines dominadas por telas multimídia, a experiência de condução frequentemente esbarra em um obstáculo geográfico: o asfalto brasileiro exige calibrações de suspensão diferentes das utilizadas nas vias chinesas, que costumam ser mais uniformes.

Diante desse cenário, alguns fabricantes começam a investir em adaptações locais para conquistar o motorista nacional. É o caso do BAIC Arcfox T1, um crossover 100% elétrico que desembarcou no país e foi avaliado recentemente nas proximidades do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, antes mesmo de sua estreia oficial nas concessionárias.

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Desempenho da suspensão e adaptação ao piso nacional

Um dos pontos de maior destaque no modelo avaliado foi o trabalho de tropicalização realizado pela fabricante. O conjunto de suspensão passou por testes rigorosos ao longo de quatro meses, acumulando 8 mil quilômetros rodados em diferentes tipos de pavimentação pelo país.

Com essa bateria de testes, a marca ajustou mais de 190 parâmetros para conferir maior precisão ao sistema. O resultado prático é uma suspensão mais firme na comparação com outros veículos chineses do segmento, apresentando uma calibragem que se aproxima da dinâmica encontrada em modelos de DNA europeu.

Espaço interno, conforto e recursos da versão topo de linha

Na configuração Max, que representa o topo da linha, o utilitário esportivo elétrico aposta em uma lista ampla de itens de conforto e conveniência. Os ocupantes da frente contam com bancos elétricos equipados com sistemas de ventilação, aquecimento e memória de posição.

No compartimento de cargas, o veículo oferece 459 litros de capacidade no porta-malas, volume que pode ser ampliado para 1.352 litros quando os assentos traseiros são rebatidos. Outro ponto elogiado por quem costuma criticar modelos eletrificados importados é a presença de um estepe com aro menor, evitando a dependência exclusiva de kits de reparo rápido para emergências.

Tecnologia de assistência ao condutor e motorização

O pacote tecnológico de segurança ativa e assistência ao motorista, conhecido como ADAS, demonstrou funcionamento eficiente durante o percurso de teste. A versão Max incorpora frenagem automática de emergência, assistente para tráfego intenso, estacionamento automático e piloto automático adaptativo com função Stop & Go.

Sob o capô, o conjunto propulsor entrega 95 cv de potência e 17,9 kgfm de torque. Embora os números pareçam modestos frente a alguns concorrentes diretos, a entrega imediata de força garante saídas ágeis e fôlego adequado para manobras de ultrapassagem no tráfego urbano e rodoviário, com velocidade máxima limitada eletronicamente a 140 km/h.

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