A reta final da corrida ao Palácio do Planalto segue em ritmo acelerado. Nesta quarta-feira (30), os candidatos à Presidência da República concentraram suas atividades em uma maratona que mesclou atos de rua, entrevistas em veículos de comunicação e definições estratégicas importantes para o pleito. Enquanto alguns postulantes priorizaram o contato direto com o eleitorado em carreatas e panfletagens, outros utilizaram o espaço em podcasts e sabatinas para detalhar planos de governo e responder a questionamentos sobre temas sensíveis à economia e à política nacional.
Propostas econômicas e o debate tecnológico
O cenário econômico dominou parte das discussões do dia. O candidato Augusto Cury (Avante), em sabatina no canal Inteligência LTDA, reforçou a necessidade de um controle fiscal mais rigoroso como caminho para a redução da taxa Selic. Segundo o presidenciável, o ajuste nas contas públicas poderia permitir que os juros básicos chegassem a um patamar entre 7% e 8% em um ano, aliviando o peso da dívida federal.
Já Ronaldo Caiado (PSD) aproveitou suas carreatas em cidades goianas, como Valparaíso de Goiás e Luziânia, para abordar a soberania tecnológica do Brasil. O candidato defendeu o incentivo ao desenvolvimento de Inteligência Artificial baseada em código aberto, argumentando que o país precisa deixar de ser apenas um consumidor de tecnologia estrangeira para se tornar um protagonista no setor, garantindo liberdade de inovação e ética.
Mobilização popular e pautas trabalhistas
A agenda de rua foi intensa para diversos candidatos. Samara Martins (UP) realizou panfletagem em centros de formação técnica e dialogou com moradores da ocupação Eliana Silva, em Belo Horizonte. Em Brasília, Edmilson Costa (PCB) percorreu feiras e terminais de transporte público, reforçando o contato direto com a base eleitoral. No Recife, Rui Costa Pimenta (PCO) encerrou sua agenda com um ato sindical, enquanto Hertz Dias (PSTU) aproveitou sua passagem por Belém para defender o fim da escala de trabalho 6×1, pauta que tem ganhado tração nos debates sobre direitos trabalhistas.
Movimentações políticas e mudanças na disputa
O dia também foi marcado por uma alteração significativa na lista de concorrentes. Leonardo Avalanche (PRTB) anunciou, ao final da tarde, sua desistência oficial da disputa presidencial, conforme reportado pela Agência Brasil. A decisão altera a dinâmica da campanha para os próximos dias.
Enquanto isso, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou entrevistas para se posicionar contra os atuais modelos de financiamento eleitoral, defendendo o fim dos fundos partidário e eleitoral. O candidato, que precisou cancelar um comício em Juiz de Fora (MG) devido às condições climáticas adversas, reforçou a necessidade de uma reforma política estrutural. Outros candidatos, como Renan Santos (Missão), mantiveram agendas presenciais intensas entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, enquanto Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata) optaram por agendas focadas em entrevistas para rádios e canais digitais.
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