Uma forte tempestade atingiu a capital paulista nesta quarta-feira (14), provocando um cenário de caos urbano com ao menos 17 pontos de alagamento, inundações e três desabamentos registrados em diferentes regiões. O episódio mais grave ocorreu na Brasilândia, zona norte da cidade, onde um morador morreu após o desmoronamento de uma estrutura residencial.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo manteve a cidade em estado de alerta até o final da tarde. Embora a zona sul tenha registrado os maiores volumes pluviométricos — com 67,8mm no Córrego Sapateiro e 64mm no Parque da Aclimação —, os impactos logísticos mais severos foram observados na região central. O trânsito na Avenida 23 de Maio e o acesso ao Terminal Bandeira foram severamente prejudicados, enquanto o Túnel do Anhangabaú precisou ser interditado, exigindo o resgate de quatro pessoas que ficaram ilhadas em seus veículos.
Impactos na infraestrutura e mobilidade urbana
A força da água não poupou o sistema de transporte sobre trilhos. A Defesa Civil estadual confirmou a entrada de água em estações estratégicas, como a Trianon-MASP, na Linha 2-Verde, e a Estação Liberdade, na Linha 1-Azul do Metrô. Apesar do transtorno visual causado pela água que escorria pelas escadarias, o Metrô e a CPTM informaram que todas as linhas operavam normalmente por volta das 19h.
Além dos alagamentos, a cidade enfrentou três desabamentos distintos. Além da fatalidade na Brasilândia, onde a vítima foi socorrida por populares antes da chegada das equipes de resgate, um imóvel utilizado como pensão na Rua Conselheiro Ramalho, no centro, colapsou. Felizmente, não havia ocupantes no local no momento do incidente, e a Defesa Civil Municipal realizou a interdição preventiva da área.
Situação no interior e previsão meteorológica
O fenômeno climático não se restringiu à capital e trouxe prejuízos a diversas cidades do interior paulista. Em Assis, foram contabilizados pontos de alagamento, enquanto em Pitangueiras, quedas de árvores e destelhamentos parciais de residências foram relatados nos bairros Centro, Jardim Paraíso e Santa Vitória. Municípios como Monte Mor e Paulínia também registraram quedas de árvores, embora sem vítimas.
A instabilidade foi agravada por rajadas de vento intensas, que superaram os 70 km/h em várias cidades. O maior registro ocorreu em Paulínia, com 80,5 km/h, seguido por Jardinópolis (74,5 km/h), Ribeirão Preto (74 km/h) e Pradópolis (73,1 km/h). Segundo a Defesa Civil, um total de 46 alertas foi emitido para diferentes regiões do estado até o início da noite.
A previsão para as próximas horas indica a continuidade da instabilidade, com possibilidade de chuvas durante a madrugada de quinta-feira (15). A expectativa é de que os volumes acumulados sejam ainda mais significativos entre a tarde e a noite. Para a sexta-feira (16), a chegada de uma nova frente fria pelo litoral paulista mantém o céu encoberto e eleva o risco de novos deslizamentos de terra em áreas vulneráveis.
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