CGU Lança Rede Nacional para Fortalecer a Integridade e a Cooperação no Setor Público

A Controladoria-Geral da União (CGU) deu um passo significativo para aprimorar a governança e a transparência no Brasil ao lançar, nesta quarta-feira (20), a Rede Nacional de Integridade Pública. Coordenada pela Secretaria de Integridade Pública (SIP) da CGU, esta iniciativa ambiciosa visa fortalecer a colaboração entre as mais diversas instituições do setor público, promovendo um ambiente de maior integridade e prevenindo irregularidades em todas as esferas.

Estrutura e Ampla Abrangência da Rede

Instituída pela Portaria Normativa CGU 262, a Rede foi concebida para reunir um espectro vasto de entidades, desde órgãos dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário — nas esferas federal, estadual e municipal — até instituições como Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e Defensorias Públicas, que possuem papel crucial na fiscalização e defesa dos direitos sociais. Essa composição diversificada garante uma visão holística e capacidade de articulação em diferentes níveis de governo.

Além desses pilares institucionais, a Rede abre espaço para a adesão de unidades setoriais de integridade de autarquias e fundações federais, órgãos municipais dedicados à gestão da integridade, e conselhos de fiscalização profissional como membros associados. Essa inclusão de diversos atores amplia ainda mais o alcance da iniciativa, incorporando expertise e práticas específicas de diferentes áreas da administração pública e da sociedade civil organizada, indiretamente.

Promovendo Transparência e Soluções Conjuntas

O cerne da Rede Nacional de Integridade Pública reside na sua dupla missão: promover uma cultura de transparência inabalável e atuar preventivamente contra irregularidades no setor público. Mais do que isso, a iniciativa busca ser um catalisador para o desenvolvimento de soluções conjuntas, unindo esforços e inteligência coletiva para enfrentar desafios complexos da gestão pública em todo o território nacional.

Para alcançar esses objetivos, a atuação da Rede se dará através de eixos estratégicos bem definidos. Isso inclui a produção e disseminação contínua de conhecimento técnico, o intercâmbio valioso de experiências entre os participantes, a oferta de capacitações especializadas e o compartilhamento de boas práticas já consolidadas. O desenvolvimento de estratégias integradas de integridade pública é fundamental para padronizar e elevar os padrões de conduta. Conforme destaca Simone Gama de Andrade, diretora de Integridade Pública da SIP, “a expectativa é que o intercâmbio contínuo de experiências contribua para ampliar a efetividade das políticas de integridade e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições públicas brasileiras”.

Fases Iniciais e Convite à Participação

A implementação da Rede terá início com a criação de uma comissão responsável por tarefas cruciais. Este grupo inicial será encarregado de elaborar a proposta do primeiro regimento interno, convocar a Assembleia Geral e conduzir as eleições para o Conselho Diretivo, que guiará os rumos da Rede. Instituições interessadas em fazer parte desta comissão fundadora têm até 30 de junho para manifestar seu interesse, contribuindo ativamente para a estruturação inicial da iniciativa.

Para aderir formalmente à Rede Nacional de Integridade Pública, as instituições deverão preencher um formulário eletrônico disponível no sistema e-CGU. É necessário apresentar documentação comprobatória de que possuem atribuições relacionadas à gestão da integridade e indicar um representante oficial para atuar ativamente nas atividades da Rede, garantindo o engajamento e a representatividade de cada membro.

Um Pilar do Plano Federal de Integridade

A criação da Rede Nacional de Integridade Pública não é um esforço isolado, mas sim um componente estratégico do Plano de Integridade e Combate à Corrupção (PICC) do governo federal. O PICC congrega uma série de ações coordenadas para promover a integridade e combater efetivamente a corrupção em todas as esferas da administração pública federal, reforçando o compromisso do Estado com a ética e a boa gestão.

Com o lançamento desta Rede, a CGU projeta um futuro de maior sinergia entre os entes federativos e as diversas instituições públicas. A expectativa é que, através da cooperação contínua e da troca de conhecimentos, o Brasil fortaleça seus mecanismos de controle, previna desvios e, em última instância, eleve a confiança da sociedade na solidez e probidade de suas estruturas governamentais. É um passo decisivo rumo a uma cultura de integridade mais robusta e disseminada no país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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