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Escalada de ataques contra infraestrutura estratégica
A sede da Saudi Aramco, gigante estatal do setor petrolífero da Arábia Saudita, foi alvo de um ataque na noite de terça-feira (13), na cidade de Dhahran. O incidente, que gerou um incêndio de pequenas proporções, reacendeu o alerta sobre a segurança das instalações energéticas no leste do país. Segundo informações do Ministério da Energia saudita, não houve registro de vítimas fatais ou feridos no complexo atingido.
Fontes ligadas à companhia confirmaram que um míssil balístico impactou diretamente uma torre de escritórios, causando danos estruturais nos três andares superiores. O local é um centro nevrálgico para as operações da Aramco, que gerencia uma vasta rede de plataformas, refinarias e terminais de exportação vitais para o mercado global de energia.
Ameaças e retaliações na guerra civil iemenita
O grupo rebelde houthis, alinhado ao Irã e sediado no Iêmen, assumiu a autoria da investida na quarta-feira (14). Em comunicado, os insurgentes declararam que o ataque a Dhahran foi apenas parte de uma ofensiva mais ampla, que incluiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e uma refinaria na capital saudita. O grupo prometeu manter a pressão sobre aeroportos e alvos petrolíferos como retaliação ao apoio de Riad às forças governamentais iemenitas.
A tensão na região atingiu um novo patamar de gravidade. Há uma semana, a frequência de disparos de mísseis balísticos e o uso de drones contra alvos estratégicos sauditas têm crescido. Um dos episódios mais críticos ocorreu no sábado (10), quando um ataque ao aeroporto de Riad resultou em 13 mortes, marcando a ação mais letal em território saudita na última década.
Impacto em áreas civis e resposta da coalizão
Além das instalações industriais, a população civil tem sofrido as consequências diretas da escalada bélica. Fragmentos de mísseis interceptados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita caíram em áreas residenciais de Dhahran e Riad. Na capital, a Defesa Civil reportou que destroços atingiram 15 residências, deixando quatro pessoas feridas, incluindo uma criança.
Em resposta, a coalizão intensificou operações contra depósitos de combustíveis usados pelos rebeldes em Sanaa, capital do Iêmen. O objetivo declarado é neutralizar a capacidade ofensiva houthi, que ameaça não apenas a segurança interna do reino, mas também rotas marítimas internacionais cruciais para o escoamento de energia, como o estreito de Bab el-Mandeb.
Desdobramentos geopolíticos e mediação
O conflito no Iêmen, que se intensificou no último mês, é visto por analistas como um desdobramento de uma disputa regional mais ampla, envolvendo Estados Unidos e Irã. Enquanto a Arábia Saudita busca apoio internacional para reforçar sua defesa, os Estados Unidos têm mantido cautela, evitando um envolvimento direto na campanha militar contra os rebeldes.
Diante do impasse, o governo do Irã manifestou, por meio do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, a disposição para mediar negociações entre Riad e os houthis. A proposta, feita no último domingo, ainda aguarda desdobramentos diplomáticos enquanto o cenário de segurança permanece volátil.
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