A rede de atacarejo Assaí registrou um lucro líquido recorrente de R$ 248 milhões no terceiro trimestre, o que representa uma alta de 55% sobre o mesmo período do ano passado. O desempenho financeiro da companhia reflete estratégias voltadas para o controle de custos e a otimização da estrutura de capital, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador para o setor varejista brasileiro.
Esse resultado financeiro consolidado inclui créditos recorrentes de PIS/Cofins. Já o lucro contábil da empresa, que também considera créditos tributários, alcançou R$ 427 milhões, registrando um avanço expressivo de 119% na comparação anual, conforme os dados divulgados pela CNN Brasil.
Desempenho operacional e margens
O Ebitda ajustado da rede ficou em R$ 1,08 bilhão, mantendo-se estável em relação ao mesmo período do exercício anterior, enquanto a margem operacional se estabeleceu em 5,7%. Analistas do mercado financeiro esperavam um lucro líquido de R$ 363 milhões, acompanhado de um Ebitda de R$ 1,56 bilhão, segundo estimativas compiladas pela LSEG.
A administração da companhia atribuiu a preservação da margem à disciplina rigorosa no controle de despesas. Os custos operacionais subiram 4,2%, ficando abaixo da inflação acumulada de 4,4% no período, acompanhados por um ganho de 0,5 ponto percentual na margem bruta.
Redução de despesas financeiras e dívida
Um dos pontos de destaque no balanço trimestral foi a queda na despesa financeira recorrente, que recuou 8,8% e somou R$ 551 milhões. Essa retração foi impulsionada por menores encargos decorrentes da redução da dívida média e da taxa CDI, além da diminuição dos custos com a antecipação de recebíveis.
O faturamento total da rede somou R$ 21,3 bilhões no trimestre, marcando um crescimento de 2,7%, enquanto as vendas em mesmas lojas avançaram 0,1%. A diretoria ressaltou que o consumo interno permaneceu pressionado pelo endividamento das famílias brasileiras.
Avanço na desalavancagem financeira
Como reflexo direto da gestão financeira, a alavancagem da companhia caiu para 2,15 vezes a relação dívida líquida sobre Ebitda. O índice mostra forte melhora em comparação com as 3,03 vezes registradas um ano antes e as 2,37 vezes do segundo trimestre, atingindo o menor patamar desde a cisão corporativa ocorrida no final de 2020. No acumulado de doze meses, a dívida líquida da empresa encolheu R$ 1,3 bilhão.
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