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Ameaça de Caos no Transporte: Rodoviários do Rio Decretam Greve com Determinação Judicial de Frota Mínima

Ônibus da cidade do Rio de Janeiro  • Foto: Reprodução

O transporte público no Rio de Janeiro prepara-se para enfrentar um cenário de paralisação a partir da 0h desta segunda-feira (29), com a confirmação de uma greve por tempo indeterminado dos rodoviários. A decisão, anunciada pelo Sindicato da categoria após assembleia sem acordo na campanha salarial, coloca em alerta milhares de passageiros. Em resposta, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) já estabeleceu limites para a interrupção do serviço, buscando mitigar os impactos na mobilidade urbana carioca.

Reivindicações Cruciais em Meio ao Impasse Salarial

O cerne da paralisação reside na incapacidade de se chegar a um consenso entre os trabalhadores e as empresas sobre as condições da nova campanha salarial. Entre as exigências apresentadas pelos rodoviários, destacam-se pleitos por melhorias significativas na remuneração e nos benefícios. A categoria busca um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas, elevando-o para R$ 5 mil no caso dos condutores de ônibus articulados. Além disso, foi proposto um reajuste linear de 17% para todos os empregados do setor.

As demandas da classe trabalhadora não se limitam apenas aos salários. Os rodoviários também reivindicam um tíquete-alimentação no valor de R$ 1 mil, a implementação de planos de saúde e odontológico abrangentes, e o fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, com a efetivação desses profissionais sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Justiça do Trabalho Intervém e Garante Frota Reduzida

Diante do anúncio da paralisação, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) agiu preventivamente, emitindo uma decisão liminar que impõe a manutenção de um percentual mínimo da frota de ônibus. Segundo a determinação judicial, 50% dos veículos devem permanecer em circulação durante todo o período da greve, assegurando o serviço por linha e itinerário, o que visa garantir um nível básico de atendimento à população.

O não cumprimento dessa ordem acarretará em severas sanções. A liminar estabelece uma multa diária de R$ 50 mil, a ser aplicada de forma individual tanto ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintrucad-Rio) quanto ao Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), reforçando a seriedade da determinação judicial.

Ações da Prefeitura e Impacto no Sistema BRT

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por sua vez, acompanha de perto o desenrolar da situação, buscando alternativas para minimizar o impacto aos cidadãos. O município informou que o sistema BRT, crucial para a mobilidade em diversas regiões da cidade e operado pela Mobi-Rio, funcionará sem alterações, mantendo sua programação normal de dias úteis, o que pode aliviar parte da pressão sobre os transportes.

Adicionalmente, a administração municipal tomou a iniciativa de solicitar à Justiça o aumento do percentual mínimo de ônibus em circulação além do já determinado. O objetivo é ampliar a oferta de transporte e, consequentemente, reduzir ainda mais os transtornos e a sobrecarga sobre os usuários que se deslocam pela capital fluminense, demonstrando preocupação com a rotina dos cariocas.

Com a greve iminente e as determinações judiciais em vigor, a segunda-feira promete ser um dia de desafios para a mobilidade urbana carioca. A população se prepara para possíveis atrasos e congestionamentos, enquanto a tensão entre rodoviários e empresas persiste, aguardando os próximos desdobramentos dessa campanha salarial que impacta diretamente a rotina de milhões de pessoas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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