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Afastamento de PMs e Investigação: Punição de Alunos no DF com Flexões Gera Controvérsia em Escola Cívico-Militar

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um incidente chocante na Escola Cívico-Militar CED 1, localizada na região administrativa do Itapoã, no Distrito Federal, gerou uma onda de indignação e motivou a imediata resposta das autoridades. Alunos da instituição foram submetidos a punições físicas, incluindo flexões de braço e a ordem de permanecer de joelhos, em um episódio que rapidamente se tornou viral após a divulgação de um vídeo nas redes sociais. O caso, reconhecido tanto pela direção da escola quanto pela Polícia Militar, levantou sérias questões sobre as práticas disciplinares e o ambiente pedagógico.

O Incidente Disciplinar e a Reação Pública

A polêmica eclodiu após a revelação de que a punição teria sido aplicada na última quarta-feira, 25 de abril, motivada pelo uso de agasalhos de cores diferentes do uniforme padrão da escola. As imagens, que mostram estudantes em posições desconfortáveis, repercutiram amplamente, provocando um debate acalorado sobre os métodos de disciplina empregados em escolas cívico-militares. A gravidade da situação foi prontamente denunciada, apontando para uma desproporcionalidade entre a infração alegada e a penalidade imposta.

A Posição do Sindicato e a Defesa da Dignidade Estudantil

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) manifestou-se veementemente contra as ações dos policiais militares envolvidos. Samuel Fernandes, diretor do sindicato, classificou a punição como 'humilhante, constrangedora, desproporcional e sem nenhum caráter pedagógico'. Ele ressaltou que muitos dos estudantes que estavam com agasalhos fora do padrão não haviam recebido o material adequado da Secretaria de Educação, levantando a questão da condição social dos alunos. O Sinpro-DF defende que o papel da escola é acolher e não punir por questões socioeconômicas, enfatizando a necessidade de respeitar a dignidade dos estudantes e os limites da disciplina.

Apelo por Acolhimento e Investigação Urgente

Fernandes reiterou a importância de uma apuração célere e rigorosa do caso, a fim de evitar a repetição de situações semelhantes e assegurar que os responsáveis sejam devidamente penalizados. A entidade sindical se comprometeu a acompanhar de perto o andamento das investigações, sublinhando a urgência em promover um ambiente escolar seguro e respeitoso para todos os estudantes, onde a disciplina seja pautada por princípios pedagógicos e não por medidas vexatórias.

As Respostas Institucionais: Secretaria de Educação e Polícia Militar

Diante da repercussão negativa, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) emitiram notas à imprensa, reconhecendo a seriedade do ocorrido e anunciando medidas. A Secretaria de Educação informou que a direção da escola classificou a condução do episódio como um 'equívoco', reforçando seu compromisso com a integridade dos alunos. Adicionalmente, a SEE-DF esclareceu que nenhum estudante pode ser prejudicado por 'ausência ou inadequação de vestimenta', sinalizando que a falha não estava na conduta dos alunos, mas na forma como a situação foi gerenciada.

Afastamento de Policiais e Compromisso com a Transparência

Por sua vez, a Polícia Militar do Distrito Federal agiu prontamente, confirmando o afastamento e a substituição dos policiais que atuavam na escola. A corporação enfatizou que 'não compactua com qualquer prática que possa ser interpretada como constrangedora ou inadequada ao ambiente escolar', reforçando seus padrões de conduta. Tanto a Secretaria de Educação quanto a PMDF asseguraram que o caso será apurado de forma exaustiva para o completo esclarecimento dos fatos, com a promessa de adoção das medidas administrativas e disciplinares cabíveis, garantindo que a justiça seja feita e que os padrões de respeito e dignidade sejam restabelecidos no ambiente educacional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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