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Polícia Civil investiga funcionários de concessionária em operação contra furto de cabos no Rio de Janeiro

Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga funcionários de concessionária por furto de cabos em esquema revelado pela Operação Blackout.

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  • A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação para desarticular um esquema criminoso voltado ao furto de cabos de cobre…
  • A ação, batizada de Operação Blackout, cumpre mandados de busca e apreensão em diferentes regiões metropolitanas, tendo como principais alvos funcionários de…
  • As investigações começaram após uma denúncia formalizada pela própria concessionária, que apontou o desaparecimento de cerca de 500 metros de cabos de…
Polícia Civil investiga funcionários de concessionária em operação contra furto de cabos no Rio de Janeiro
Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação para desarticular um esquema criminoso voltado ao furto de cabos de cobre no estado. A ação, batizada de Operação Blackout, cumpre mandados de busca e apreensão em diferentes regiões metropolitanas, tendo como principais alvos funcionários de uma concessionária de energia elétrica suspeitos de desviar materiais da própria rede que deveriam manter e proteger.

As investigações começaram após uma denúncia formalizada pela própria concessionária, que apontou o desaparecimento de cerca de 500 metros de cabos de cobre em uma instalação elétrica situada na rua da Passagem, em Botafogo, na zona Sul do Rio. O crime ocorreu na madrugada de 11 de abril e resultou na interrupção do fornecimento de energia para moradores da região, gerando um prejuízo financeiro estimado em R$ 80 mil e escancarando a vulnerabilidade das redes urbanas.

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A dinâmica do esquema e o monitoramento dos veículos

Com o avanço das apurações conduzidas pela Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança revelaram que uma equipe utilizando um veículo oficial da concessionária realizou intervenções na rede elétrica durante a madrugada. O cruzamento de dados de rastreamento do automóvel permitiu aos investigadores mapear a rota do grupo até um ferro-velho localizado no Parque Boa Esperança, no Caju.

A partir desse indício, a corporação passou a monitorar a movimentação da frota corporativa. Entre 12 de abril e 19 de maio, veículos vinculados à Coordenação de Operação Centro Sul registraram 37 visitas ao mesmo estabelecimento comercial. A análise policial constatou que nenhuma dessas viagens contava com ordem de serviço ou qualquer justificativa operacional válida, fortalecendo a suspeita de desvio sistemático de patrimônio.

Abrangência da operação e alvos nos municípios

Nesta quarta-feira (4), a Operação Blackout mobiliza agentes para cumprir sete mandados de busca e apreensão em endereços espalhados por diferentes cidades. As diligências ocorrem na capital fluminense e também em municípios da região metropolitana, como Nova Iguaçu, Magé e São Gonçalo, visando reunir provas materiais sobre o envolvimento dos suspeitos.

Na cidade do Rio de Janeiro, os policiais concentram esforços em bairros estratégicos, incluindo Caju, Bangu, Guadalupe e Oswaldo Cruz. A operação conta com o apoio logístico e tático da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de delegacias especializadas, dada a complexidade e os riscos inerentes à incursão em áreas sensíveis.

Conexões com o mercado clandestino e desdobramentos

A suspeita das autoridades é de que o esquema criminoso seja muito mais amplo do que o registrado inicialmente, estimando-se que mais de dois quilômetros de fios de cobre possam ter sido subtraídos pela rede clandestina. Até o momento, 25 funcionários da concessionária foram identificados formalmente como investigados no inquérito policial.

Os mandados cumpridos têm como foco os empregados que mais frequentemente visitavam o ferro-velho investigado, além do próprio estabelecimento comercial. Como o local de recepção do material furtado está situado em uma área do Caju sob influência da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro), a operação exigiu aparato reforçado, incluindo dois veículos blindados.

A Polícia Civil segue aprofundando o inquérito para identificar todos os envolvidos, esclarecer o destino final do cobre comercializado ilegalmente e verificar possíveis conexões com outras organizações criminosas dedicadas ao furto e à receptação de cabos de energia em território fluminense.

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