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Empresário que dirigia Porsche em alta velocidade é condenado a 17 anos de prisão

Empresário é condenado a 17 anos de prisão por morte de motorista em acidente com Porsche na zona leste de São Paulo.

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  • O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial…
  • O julgamento, que avançou pela madrugada no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, encerrou um dos casos…
  • O veredito foi proferido após o tribunal popular reconhecer a responsabilidade do condutor por homicídio qualificado com dolo eventual.Veredito do júri popular…
Empresário que dirigia Porsche em alta velocidade é condenado a 17 anos de prisão
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho (ao centro) se apresentou à polícia um dia depois do acidente

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O julgamento, que avançou pela madrugada no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, encerrou um dos casos de trânsito de maior repercussão nacional dos últimos tempos.

Além da pena privativa de liberdade decorrente do acidente fatal e dos ferimentos provocados em um passageiro em março de 2024, a Justiça determinou a inabilitação definitiva do réu para dirigir veículos automotores. O veredito foi proferido após o tribunal popular reconhecer a responsabilidade do condutor por homicídio qualificado com dolo eventual.

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Veredito do júri popular em São Paulo

O conselho de sentença, formado por sete jurados, acolheu integralmente a denúncia apresentada pela acusação durante o plenário. Os jurados entenderam que o motorista assumiu o risco de matar ao conduzir o veículo esportivo em velocidade muito acima da permitida e reconheceram a qualificadora de perigo comum, visto que a conduta colocou em risco a vida de outras pessoas na via.

A tese da defesa, que tentou desqualificar o crime para homicídio culposo ao alegar uma possível falha mecânica no automóvel, acabou rejeitada pelo colegiado. Durante a sessão, o réu admitiu pela primeira vez ter consumido bebida alcoólica antes de assumir a direção, contrariando declarações anteriores dadas na fase de investigação policial.

Relembre a dinâmica do acidente

O episódio ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, um domingo de Páscoa, na avenida Salim Farah Maluf, localizada no Tatuapé, zona leste de São Paulo. O veículo de luxo conduzido pelo empresário atingiu violentamente a traseira do automóvel utilitário conduzido pela vítima fatal.

Dados obtidos pela perícia técnica apontaram que o carro esportivo trafegava a aproximadamente 156 quilômetros por hora em um trecho urbano onde o limite máximo regulamentado era de 50 quilômetros por hora. Com a força do impacto, o veículo de aplicativo ficou completamente destruído, resultando no óbito imediato do condutor no local do sinistro.

Desdobramentos e repercussão jurídica

O caso ganhou enorme projeção pública também pela forma como o atendimento inicial foi conduzido pelas autoridades policiais presentes na cena da colisão. Após a batida, o motorista deixou o local acompanhado da mãe, sem passar pelo teste do etilômetro, episódio que gerou investigações paralelas na esfera administrativa e criminal.

Os policiais militares responsáveis pela liberação do condutor tornaram-se réus na Justiça Militar do Estado de São Paulo sob a acusação de inobservância de normas regulamentares. O Ministério Público de São Paulo acompanhou de perto cada etapa do processo até o desfecho no Tribunal do Júri.

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