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Terremoto no Tibete deixa 65 feridos enquanto equipes buscam sobreviventes

Número de feridos em terremoto de magnitude 7 no Tibete sobe para 65. Governo local e equipes de resgate mantêm operações na região.

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  • O número de feridos em decorrência do forte terremoto de magnitude 7 que atingiu a região sudoeste do Tibete, na China, subiu…
  • Enquanto o total de feridos aumentou nas últimas horas, o número oficial de mortos permanece em 16, mantendo as autoridades em alerta…
  • O epicentro do tremor foi registrado em Nagqu, uma cidade caracterizada pela baixa densidade populacional e situada em uma zona de grande…
Terremoto no Tibete deixa 65 feridos enquanto equipes buscam sobreviventes
Equipes de resgate distribuem refeições quentes enquanto o socorro às vítimas do terremoto continua no sudoeste da China

O número de feridos em decorrência do forte terremoto de magnitude 7 que atingiu a região sudoeste do Tibete, na China, subiu para 65, conforme dados divulgados pelo governo local em uma publicação nas redes sociais na sexta-feira (23). Enquanto o total de feridos aumentou nas últimas horas, o número oficial de mortos permanece em 16, mantendo as autoridades em alerta máximo para possíveis novas vítimas sob os escombros.

O epicentro do tremor foi registrado em Nagqu, uma cidade caracterizada pela baixa densidade populacional e situada em uma zona de grande altitude no norte do Tibete. Este evento sísmico já é considerado o mais forte a atingir o território chinês desde janeiro de 2024, exigindo uma mobilização logística complexa devido às condições geográficas extremas da região afetada.

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Esforços de resgate na altitude

Para conter os danos e prestar socorro imediato, mais de 300 policiais, incluindo agentes de trânsito e oficiais de policiamento comunitário, foram deslocados para o epicentro. As equipes realizam operações de busca e oferecem assistência emergencial, conforme detalhou o departamento de polícia de Nagqu em uma comunicação oficial publicada na manhã de sexta-feira no aplicativo de mensagens WeChat.

Os profissionais em campo têm inspecionado residências danificadas e auxiliado na remoção de moradores para áreas consideradas seguras. Imagens compartilhadas em plataformas digitais registraram o trabalho noturno das equipes, que utilizaram lanternas para vasculhar escombros e coordenar o carregamento de suprimentos essenciais em caminhões de apoio.

Deslocamento de moradores e réplicas

Diante da instabilidade estrutural das edificações e do risco iminente de novos desabamentos, mais de 12 mil pessoas precisaram ser transferidas com segurança, segundo informações divulgadas pela agência estatal de notícias Xinhua. Relatos de moradores locais descreveram momentos de pânico durante o abalo principal, com famílias buscando refúgio ao ar livre ou abrigando-se no interior de veículos estacionados nas ruas.

A situação de vulnerabilidade é agravada pela incidência contínua de atividade sísmica na área. De acordo com o Centro de Redes Sismológicas da China, mais de 400 tremores secundários foram catalogados na região desde o evento principal, prolongando a apreensão entre os habitantes que aguardam autorização para retornar aos seus lares.

Histórico de abalos na região

A atividade sísmica na Ásia Central e em regiões de alta altitude na China frequentemente resulta em grandes tragédias devido às características geológicas locais. O episódio atual evoca memórias de desastres anteriores, como o devastador terremoto de magnitude 7,1 registrado em 2010 na vizinha província de Qinghai, na localidade de Yushu, que deixou milhares de vítimas fatais e dezenas de desaparecidos.

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