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Salvador tem homem de 22 anos preso por golpe de consórcio que custou R$ 20 mil a vítima

Homem de 22 anos é preso em Salvador após mulher perder R$ 20 mil em golpe de falso consórcio imobiliário negociado pela internet.

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  • A Polícia Civil prendeu em flagrante, na quarta-feira (21), um homem de 22 anos suspeito de integrar um esquema de estelionato conhecido…
  • A ação policial ocorreu após a denúncia de uma mulher que relatou ter perdido R$ 20 mil ao tentar adquirir um imóvel…
  • O caso acende um alerta sobre a segurança em negociações financeiras iniciadas na internet e reforça a atuação de delegacias especializadas no…
Salvador tem homem de 22 anos preso por golpe de consórcio que custou R$ 20 mil a vítima
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na quarta-feira (21), um homem de 22 anos suspeito de integrar um esquema de estelionato conhecido como o golpe do falso consórcio em Salvador. A ação policial ocorreu após a denúncia de uma mulher que relatou ter perdido R$ 20 mil ao tentar adquirir um imóvel anunciado por meio de plataformas digitais. O caso acende um alerta sobre a segurança em negociações financeiras iniciadas na internet e reforça a atuação de delegacias especializadas no combate a fraudes patrimoniais.

O investigado foi localizado pelas autoridades em um escritório situado no bairro do Caminho das Árvores, local onde a vítima havia comparecido para formalizar o negócio. Segundo os levantamentos da corporação policial, o suspeito já acumula registros em outras ocorrências pelo mesmo tipo de conduta delituosa, totalizando 17 passagens por suspeita de envolvimento em fraudes semelhantes na capital baiana.

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A dinâmica da abordagem e a falsa promessa

De acordo com as investigações conduzidas pela delegada Martha Karine, em entrevista concedida à TV Bahia, a transação teve início quando a cliente visualizou uma oferta de casa própria nas redes sociais. Atraída pelas condições apresentadas, ela manteve contato com os representantes da publicação e foi direcionada ao endereço comercial no Caminho das Árvores para receber orientações detalhadas sobre a aquisição.

No estabelecimento, a compradora foi recebida inicialmente por uma funcionária, que detalhou os termos da suposta facilitação comercial. A promessa central da empresa era de que a liberação do bem imobiliário ocorreria em um intervalo estimado entre 30 a 60 dias. A proposta inicial previa o pagamento de uma entrada de aproximadamente R$ 5,4 mil, complementada por prestações mensais de R$ 400.

A escalada da fraude e o resgate do dinheiro

O cenário mudou quando a vítima mencionou possuir uma reserva financeira superior guardada em sua residência. Aproveitando-se da situação, os operadores do esquema propuseram uma suposta facilitação que reduziria o valor das parcelas caso ela injetasse uma quantia maior de imediato. Para viabilizar a entrega do montante, os próprios golpistas financiaram um veículo por aplicativo para buscar o dinheiro na casa da mulher.

Foi nesse momento que a cidadã entregou a quantia de R$ 20 mil, acumulada ao longo de anos de trabalho com o objetivo de conquistar a casa própria. O andamento do caso seguiu com cobranças após o esgotamento do prazo estabelecido. Diante da ausência do imóvel, a compradora buscou esclarecimentos, mas o suspeito contemporizou a situação, alegando que providenciava a solução.

A descoberta do crime e o desdobramento policial

A confirmação da fraude ocorreu quando a vítima buscou atendimento em uma instituição bancária para averiguar os termos do contrato assinado. No local, os atendentes informaram que, em vez de um financiamento imobiliário direto, ela havia assinado a adesão a um consórcio e a pacotes de consultoria financeira, sem qualquer garantia de contemplação imediata.

Diante da recusa do suspeito em devolver os recursos financeiros, a mulher registrou a ocorrência na 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba). Agentes da unidade se deslocaram até o escritório comercial e efetuaram a prisão em flagrante do investigado, cuja identidade foi preservada pelas autoridades competentes. O homem permanece sob custódia policial, à disposição do Poder Judiciário, enquanto as investigações prosseguem para identificar outros possíveis participantes do esquema.

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