A combinação entre a guerra no Oriente Médio, o conflito na Ucrânia e as sanções impostas à Rússia transformou o cenário do setor de energia em um ambiente significativamente mais complexo. A avaliação é de Marcus D’Elia, sócio da Leggio Consultoria, que aponta os reflexos diretos dessas tensões geopolíticas sobre a economia global e o preço dos combustíveis.
Nos Estados Unidos, o governo tem buscado alternativas para conter o avanço da inflação e a insatisfação popular, especialmente diante da proximidade das eleições de meio de mandato. Os dados recentes indicam que o encarecimento dos combustíveis responde por metade da alta inflacionária registrada no período, tornando o tema uma prioridade na agenda econômica do país.
Combinação de fatores pressiona preços globais
Segundo o especialista, o panorama atual difere profundamente do observado há poucos meses. Além das frentes de batalha ativas, os ataques ucranianos contra refinarias russas reduziram de forma drástica a oferta internacional de derivados vitais, como gasolina e diesel.
As restrições comerciais aplicadas pelos Estados Unidos à Rússia também limitaram a capacidade de terceiros exportarem esses produtos para o continente europeu. Isso elevou a demanda pelo refino interno na Europa e inflacionou os custos em toda a bacia do Atlântico, atingindo diretamente a América do Norte, a América do Sul e o território europeu.
Como tentativa de mitigar o problema, medidas recentes avaliaram a flexibilização de restrições sobre embarcações ligadas ao comércio russo e iraniano para tentar injetar
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