A Corsan, concessionária responsável pela gestão da barragem Arroio São Luiz, localizada em São Marcos, no Rio Grande do Sul, informou nesta sexta-feira (25) que a estrutura não apresenta risco iminente de rompimento. A declaração surge após uma série de avaliações técnicas realizadas no local, que buscaram monitorar a integridade da barragem diante das recentes instabilidades climáticas que afetaram a região.
O posicionamento da empresa ocorre apenas dois dias após a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitir um alerta vermelho, indicando a possibilidade de colapso da estrutura. Apesar da nova avaliação tranquilizar quanto à estabilidade imediata, a Corsan reforçou que a área permanece sob monitoramento constante e que a liberação para o retorno de moradores às residências próximas ainda não foi autorizada.
Medidas de segurança e redução do nível do reservatório
De acordo com os dados técnicos divulgados pela companhia, o reservatório apresentou uma redução significativa em seu volume. Na manhã desta sexta-feira, o nível da água estava em 3,66 metros, o que representa uma queda de aproximadamente um metro em relação à medição realizada no domingo anterior, quando o índice alcançou 4,65 metros.
A diminuição do volume acumulado é considerada um fator positivo para a segurança da barragem, pois alivia a pressão exercida sobre a estrutura. Segundo a empresa, essa condição é fundamental para que as equipes de engenharia possam realizar intervenções de reparo com maior margem de segurança.
Intervenções técnicas e monitoramento contínuo
Para mitigar os danos causados pelas fortes chuvas, que levaram à identificação de trincas na estrutura, a Corsan iniciou um plano de ação emergencial. Mergulhadores especializados foram mobilizados para realizar o preenchimento das fissuras com material isolante, visando estancar o avanço de possíveis danos estruturais.
Além disso, a operação conta com o auxílio de seis equipamentos de bombeamento que realizam a drenagem forçada da água. O volume retirado é direcionado para o Rio Jaguari, em uma vazão estimada de 3,2 milhões de litros por hora. A estratégia de esvaziamento controlado é um dos pilares do Plano de Ação da Defesa Civil, que coordena as medidas preventivas em conjunto com a prefeitura local.
Cenário de incerteza e previsão meteorológica
Mesmo com os resultados positivos das últimas vistorias, a Corsan mantém o estado de alerta. A empresa ressaltou que a continuidade das operações de bombeamento é necessária devido à previsão de novas chuvas para os próximos dias, o que poderia elevar novamente o nível do reservatório e comprometer as ações de reparo em curso.
A decisão final sobre a segurança da área e o retorno seguro da população depende de um esforço conjunto entre a concessionária, a Defesa Civil e os órgãos municipais. O compartilhamento dos dados técnicos é, portanto, uma etapa obrigatória antes de qualquer mudança no status de evacuação das famílias que vivem nas zonas de risco.
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