O judô brasileiro encerrou sua participação no Grand Slam de Budapeste, na Hungria, com um desempenho notável, culminando com a conquista da medalha de ouro por Guilherme Schimidt na categoria até 90kg. A competição, que se estendeu até o último domingo (12), viu o Brasil subir ao pódio em três ocasiões, demonstrando a força e a profundidade dos talentos nacionais no cenário internacional e aquecendo a disputa para o próximo Campeonato Mundial.
Conquista Dourada: O Triunfo de Guilherme Schimidt
Guilherme Schimidt, atleta de Brasília, protagonizou um momento de destaque ao garantir o ouro na categoria até 90 quilos, sua primeira final de Grand Slam nessa divisão. Em um embate decisivo, Schimidt superou o sérvio Boris Rutovic por ippon, definindo a luta de forma categórica. Esta vitória não foi apenas um marco pessoal para o judoca, que migrou da categoria -81kg no final de 2023, mas também representou uma doce revanche, já que os dois se enfrentaram na final do Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, há poucos meses, onde Rutovic levou a melhor. A alegria e a gratidão de Schimidt foram evidentes em suas declarações pós-vitória, ressaltando a importância de todo o processo que o levou a este ponto.
A Jornada do Ouro: O Caminho de Schimidt até a Final
Para alcançar o topo do pódio em Budapeste, Schimidt demonstrou uma performance impecável ao longo do domingo, registrando quatro vitórias consecutivas. Sua trajetória começou com um triunfo sobre o norueguês Kornelius Eilertsen, desclassificado após receber o terceiro shido. Em seguida, nas oitavas de final, o brasileiro avançou com um ippon impressionante contra o egípcio Abdalla Abdelsamea. A fase seguinte o viu derrotar o moldavo Mihail Latisev. O passaporte para a grande final foi carimbado após uma semifinal disputadíssima contra o bielorrusso Yahor Varapayeu, onde Schimidt desferiu um yuko no golden score, garantindo sua vaga no combate pelo ouro.
Destaques Brasileiros e Performance da Equipe
Além do ouro de Schimidt, a delegação brasileira celebrou outras duas importantes conquistas no Grand Slam húngaro. A judoca Kaillany Cardoso garantiu a medalha de prata na categoria até 70kg, com sua performance no sábado (12). Na sexta-feira (11), Sarah Souza havia assegurado um bronze na categoria até 57kg, completando o trio de medalhistas do país. O desempenho coletivo colocou o Brasil na quarta posição da classificação geral entre as nações, um resultado expressivo considerando a presença de mais de 500 atletas de 70 países. A equipe verde e amarela compareceu com 17 judocas, consolidando sua presença entre as potências do judô mundial, ficando atrás apenas de Japão, Rússia e Israel na contagem final de medalhas.
Cenário Global e Implicações para o Ranking Olímpico
O Grand Slam de Budapeste teve um peso estratégico significativo, marcando a última etapa do circuito antes do aguardado Campeonato Mundial, que terá início em 4 de outubro em Baku, no Azerbaijão. As vitórias e os pódios conquistados na Hungria não apenas impulsionam a confiança dos atletas, mas também são cruciais para o ranking mundial. O ouro de Schimidt, por exemplo, rendeu 1000 pontos, um fator determinante na corrida por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Este torneio serviu como um termômetro importante para avaliar o nível dos competidores e ajustar as estratégias para os desafios futuros, especialmente o mundial.
Com o ouro de Guilherme Schimidt e as medalhas de Kaillany Cardoso e Sarah Souza, o judô brasileiro reafirma sua posição de destaque no cenário internacional. Os resultados em Budapeste não apenas celebram talentos individuais, mas também fortalecem a equipe nacional em sua preparação para o Campeonato Mundial e o ciclo olímpico, projetando um futuro promissor para a modalidade no país.