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Calvície Feminina: Desvendando um Padrão Único e Suas Múltiplas Causas

CNN Brasil

A calvície, embora frequentemente associada ao universo masculino, manifesta-se em mulheres com uma prevalência maior do que muitos imaginam, apresentando características notavelmente distintas do padrão de perda capilar observado nos homens. Especialistas que participaram do programa CNN Sinais Vitais no último sábado (1º) aprofundaram-se no tema, esclarecendo as particularidades e os fatores envolvidos nesta condição que afeta a autoestima e a saúde capilar de inúmeras pessoas.

Entendendo a Calvície Feminina: Um Padrão Distinto

Ao contrário da imagem clássica das 'entradas' masculinas, a perda de cabelo em mulheres segue uma progressão diferente. Segundo a dermatologista Letícia Nanci, do Hospital Sírio-Libanês, a condição é marcada por um afinamento gradual e crônico dos fios, que se intensifica se não houver intervenção. Esse processo leva à miniaturização e subsequente atrofia dos folículos capilares, resultando em uma rarefação capilar difusa predominante no topo do couro cabeludo.

A Dra. Nanci ressalta que uma característica marcante da alopecia feminina é a preservação da linha frontal do cabelo. Em vez de recuar, o cabelo na parte superior se torna progressivamente mais fino e com menos volume, a ponto de o couro cabeludo começar a ser visível, um sinal claro da diminuição da densidade capilar.

A Complexa Interação de Fatores Genéticos e Hormonais

A etiologia da calvície é multifacetada, envolvendo uma interação complexa de influências genéticas e hormonais, conforme elucidado pela endocrinologista Denise Iezzi, também do Hospital Sírio-Libanês. A especialista desmistifica a crença de que a predisposição à calvície seja puramente uma herança materna, explicando que se trata de uma condição poligênica, ou seja, influenciada por múltiplos genes herdados tanto do pai quanto da mãe.

A Dra. Iezzi detalha que a calvície, especialmente o padrão androgenético, está ligada a uma sensibilidade particular dos folículos capilares a um hormônio específico: a di-hidrotestosterona (DHT). Essa sensibilidade, codificada geneticamente, desencadeia a miniaturização e queda dos fios em indivíduos predispostos, independentemente do gênero, embora as manifestações clínicas variem.

Estilo de Vida e Meio Ambiente: Vilões Silenciosos para a Saúde Capilar

Além da carga genética e do balanço hormonal, a saúde capilar é significativamente impactada por fatores ambientais e pelo estilo de vida. A Dra. Denise Iezzi enfatiza que hábitos diários podem exacerbar ou acelerar a perda de cabelo. A privação de sono, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são apontados como elementos prejudiciais.

O álcool, por exemplo, exerce uma influência indireta, mas significativa: seu consumo excessivo compromete o metabolismo hepático, alterando o processamento de hormônios, incluindo os masculinos, que podem afetar negativamente os folículos. Adicionalmente, o estresse crônico e a má qualidade do sono são fatores que contribuem para um ambiente desfavorável ao crescimento capilar saudável, impactando diretamente tanto o fio quanto o couro cabeludo.

Em suma, a compreensão da calvície feminina exige uma visão abrangente que reconheça suas particularidades fenotípicas, diferenciando-a do padrão masculino. A interação entre genética, hormônios e as escolhas de vida delineia um quadro complexo que necessita de atenção e, quando necessário, de tratamento. As explanações das especialistas reforçam a importância de buscar orientação profissional para um diagnóstico preciso e um manejo adequado da condição, visando a melhoria da qualidade de vida e da saúde capilar.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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