Vitivinicultura Fluminense Lidera Crescimento Nacional e Impulsiona Enoturismo no Rio de Janeiro

O Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), foi palco do III Congresso “Desafios do Enoturismo no Estado do Rio de Janeiro”, um evento crucial que reuniu pesquisadores, produtores e autoridades para debater o notável avanço da vitivinicultura fluminense. Com uma programação intensa, o congresso focou no expressivo potencial econômico que o enoturismo representa para as diversas regiões do estado, consolidando um diálogo fundamental para o futuro do setor.

Rio de Janeiro: O Novo Epicentro da Vitivinicultura Nacional

Durante a palestra magna do congresso, Rogério Dardeau, renomado escritor e doutorando em Geografia pela PUC-Rio, apresentou um panorama detalhado da cadeia produtiva de uvas e vinhos no Rio de Janeiro. Segundo o especialista, a vitivinicultura fluminense não apenas está em plena expansão, mas é, atualmente, a que registra o <b>maior crescimento em todo o país</b>. Este boom, embora promissor, também levanta desafios importantes, especialmente no que tange à consolidação de roteiros turísticos nas regiões da Serra e do Centro-Sul Fluminense, áreas que concentram a maioria das vinícolas estaduais.

Enoturismo como Motor de Desenvolvimento Regional e Geração de Riqueza

O potencial do enoturismo para transformar a economia local foi um ponto central das discussões. O deputado Luiz Paulo (PSD), mediador do evento, enfatizou que o fortalecimento do turismo em vinícolas e hotéis nas regiões associadas não só impulsiona a produção vinícola fluminense, mas também eleva o prestígio do estado, gerando renda e empregos. Ele ressaltou a atratividade do Rio de Janeiro como uma alternativa acessível e de alta qualidade para turistas de estados vizinhos como Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Complementando essa visão, o deputado estadual Jair Bittencourt (PL) destacou a produção extraordinária do interior fluminense, percebendo o turismo rural como um caminho natural para o desenvolvimento, capaz de beneficiar a agricultura familiar e fortalecer toda a cadeia produtiva ligada ao campo.

Pesquisa e Fomento: Pilares para a Consolidação do Setor

A mesa de abertura do congresso contou com a presença de diversos especialistas e representantes de instituições de fomento e pesquisa, como Gláucio Marafon, Marcelo Corenza da Faperj e Cristhiane Oliveira da Embrapa, além de entidades como Sebrae-RJ e Faerj. O professor Gláucio Marafon sublinhou que o evento solidifica uma agenda de pesquisas dedicada ao desenvolvimento rural do estado, identificando e apoiando diversas vertentes, desde o café e o queijo até a cerveja e, mais recentemente, a crescente produção de uvas e vinhos finos.

Marcelo Corenza, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), salientou a importância econômica do setor e a iminente possibilidade de reconhecimento nacional dos vinhos fluminenses. A Faperj tem apoiado ativamente iniciativas agropecuárias e de indicações geográficas, com a expectativa de que o Rio de Janeiro registre, em breve, um vinho com Indicação de Procedência (IP) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Por sua vez, Cristhiane Oliveira, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ressaltou a necessidade de um desenvolvimento territorial que esteja alinhado com a vocação de cada região, enfatizando que o progresso não se limita à produtividade, mas engloba também a capacidade de governança e a distribuição equitativa da riqueza gerada localmente.

Iniciativas Legislativas em Suporte à Cadeia Produtiva

Em paralelo aos debates do congresso, organizado pelo Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio, tramita na Alerj o Projeto de Lei nº 7.000/2026. De autoria do deputado Luiz Paulo, a proposta legislativa visa a fortalecer toda a cadeia produtiva da uva, do vinho e do enoturismo no estado do Rio de Janeiro. Este projeto é visto como um pilar essencial para garantir o apoio institucional e regulatório necessário para que o setor continue sua trajetória de crescimento e consolidação, transformando o potencial em realidade econômica e turística para o estado.

A colaboração entre academia, setor produtivo, instituições de fomento e poder público, exemplificada no III Congresso, e a proatividade legislativa, demonstram um ecossistema robusto e promissor para o futuro do vinho fluminense. Com o maior índice de crescimento do país e um forte apelo turístico, o Rio de Janeiro se posiciona para se tornar não apenas um importante produtor, mas um destino enoturístico de relevância nacional.

Fonte: https://tvmegabrasil.com.br

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