A Polícia Civil do Cantá, em Roraima, efetuou a prisão de um homem de 29 anos, suspeito de manter sua ex-companheira, uma mulher de 23 anos e grávida de cinco meses, em cativeiro por cerca de cinco dias. Durante esse período, compreendido entre 19 e 23 de novembro, a vítima foi submetida a atos de extrema violência, incluindo agressões físicas e psicológicas, tortura, estupro e uma tentativa de aborto, caracterizando um crime de intensa brutalidade que chocou a comunidade.
Detalhes da Prisão e das Acusações
A prisão do suspeito ocorreu na última sexta-feira (27), quatro dias após a mulher conseguir escapar do cativeiro. De acordo com as investigações da Delegacia do Cantá, a vítima, em estado de gestação avançado, sofreu uma série de violações que se estenderam por vários dias. O agressor enfrentará acusações de sequestro e cárcere privado, tortura, estupro e tentativa de aborto, crimes que, pela sua natureza e contexto de gravidez da vítima, são considerados de extrema reprovabilidade pelas autoridades.
A Brutalidade dos Dias em Cativeiro
As investigações revelaram um cenário de 'intensas agressões físicas e psicológicas'. Durante o período em que esteve em cárcere, a mulher foi alvo de socos, chutes e ameaças de morte. A selvageria do agressor chegou ao ponto de utilizar pedaços de madeira e um machado nas agressões, além de tentar estrangulá-la com corda e praticar esganadura. O delegado Rhaynner Veras enfatizou a brutalidade, crueldade e a natureza reiterada da violência contra a mulher grávida.
Provas Robustas e Recuperação da Vítima
O laudo de exame de corpo de delito foi crucial para corroborar a gravidade dos fatos, apontando múltiplas lesões em diversas partes do corpo da vítima, como rosto, pescoço, tronco, membros superiores e inferiores, e região glútea. O documento indicou sinais de agressões repetidas ao longo de vários dias, evidenciando ainda indícios de tentativa de defesa por parte da mulher. As lesões foram descritas como profundas, com indicativos de uso de meio cruel. Após conseguir escapar, a vítima precisou ser internada por aproximadamente um mês no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth para tratar os extensos ferimentos.
Ação Policial e Desdobramentos Legais
A solicitação de prisão do suspeito foi formalizada em 24 de novembro, um dia após a vítima conseguir se libertar. Equipes policiais iniciaram uma busca intensiva para localizar o agressor, culminando em sua prisão na sexta-feira seguinte. Após a detenção, o homem foi conduzido à delegacia, onde o mandado de prisão foi cumprido. Ele aguardará a audiência de custódia, onde as acusações serão formalizadas, dando início ao processo judicial. O delegado destacou a firmeza e persistência da Polícia Civil em garantir a responsabilização do autor e a proteção da vítima neste caso de repercussão.
Este caso reforça a urgência no combate à violência contra a mulher, especialmente em situações de vulnerabilidade como a gravidez. A atuação célere das autoridades é fundamental para garantir justiça e coibir tais crimes bárbaros, assegurando que agressores sejam responsabilizados por seus atos e que as vítimas recebam o apoio necessário para sua recuperação e segurança.
Fonte: https://g1.globo.com