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Mãe é Presa Após Filha Ser Ajoelhada em Feijão e Agredida em Cariacica

Criança de 11 anos também teria sido agredida com cinto e fio de energia em Cariacica; padrasto...

Um caso chocante de maus-tratos infantis veio à tona em Cariacica, na Grande Vitória, resultando na prisão em flagrante de uma mulher de 27 anos. A detenção ocorreu na tarde da última segunda-feira (2), no bairro Jardim América, após sua filha de 11 anos ser submetida a castigos físicos severos. O incidente, que envolveu uma punição com a criança ajoelhada sobre grãos de feijão, foi inicialmente reportado pela escola da vítima, levando à imediata intervenção das autoridades.

Detalhes da Crueldade e o Alerta da Escola

As investigações revelaram que a menina de 11 anos foi submetida a uma série de agressões, incluindo ser forçada a ajoelhar-se sobre grãos de feijão, uma forma de "punição" por supostos furtos em lojas. Além deste castigo, o relato aponta para espancamentos com um cinto e um fio de energia. As agressões físicas mais violentas teriam sido praticadas pelo padrasto da criança, que, no entanto, não foi localizado pelas autoridades até o momento da prisão da mãe. A denúncia que desencadeou a ação policial partiu da instituição de ensino onde a vítima estuda, que alertou o Conselho Tutelar sobre a suspeita de agressões.

Ação das Autoridades e a Resposta Legal

Após receber a notificação do Conselho Tutelar, a Polícia Militar agiu prontamente, efetuando a prisão em flagrante da mãe da criança. A mulher foi conduzida à Delegacia Regional de Cariacica, onde foi autuada por maus-tratos. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Centro Prisional Feminino do município, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil do Espírito Santo confirmou que, até o momento da divulgação das informações, apenas a mãe da menina havia sido detida no âmbito desta ocorrência, com as investigações prosseguindo para identificar e localizar o padrasto, suposto co-autor das agressões.

O Papel do Conselho Tutelar e a Proteção da Vítima

O Conselho Tutelar, ao receber a denúncia da escola, atuou de forma decisiva para garantir a segurança e o bem-estar da criança. O órgão informou que todas as medidas cabíveis foram tomadas, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para assegurar a proteção integral da vítima. A menina foi retirada do ambiente de risco e entregue aos cuidados de sua avó materna. O Conselho Tutelar reiterou seu compromisso com o caso, afirmando que continuará a acompanhar de perto a situação até que a cessação completa de qualquer risco à integridade da criança seja confirmada, reforçando a rede de proteção à infância e adolescência.

Este lamentável episódio ressalta a importância da vigilância e da denúncia por parte da comunidade e das instituições, como as escolas, na proteção de crianças e adolescentes contra a violência. A rápida intervenção das autoridades e do Conselho Tutelar foi crucial para retirar a menina de uma situação de grave vulnerabilidade, enquanto o processo legal segue seu curso para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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