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Lula Critica ‘Nova ONU’ de Trump e Defende Multilateralismo

© Ricardo Stuckert

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Multilateralismo em Crise: O Alerta de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu um veemente alerta sobre a atual conjuntura da política mundial, descrevendo-a como um momento crítico onde o multilateralismo é "jogado fora pelo unilateralismo". Durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador, Lula manifestou profunda preocupação com a fragilização das instituições globais. Ele denunciou que a própria carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo "rasgada", uma metáfora para o desrespeito aos princípios que regem as relações internacionais e a cooperação entre as nações, indicando uma perigosa guinada em direção à prevalência da "lei do mais forte".

A crítica de Lula intensificou-se ao abordar a proposta do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um "Conselho de Paz". Para o líder brasileiro, essa iniciativa representa uma tentativa de desvirtuar o papel da ONU, visando estabelecer uma "nova ONU" onde o poder seria concentrado de forma unilateral, permitindo a Trump ser "o dono" da organização. Lula reiterou sua defesa de longa data por uma reforma genuína da ONU, iniciada desde seu primeiro mandato em 2003, que incluiria a entrada de novos membros permanentes no Conselho de Segurança, como Brasil, México e países africanos, para promover uma representação mais equitativa e democrática.

O presidente brasileiro enfatizou que a ascendência da força sobre o diálogo são ameaças palpáveis ao cenário geopolítico global. Em resposta a essa crise do multilateralismo, Lula revelou estar em constante contato com diversos líderes mundiais, incluindo o presidente da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum. O objetivo dessas conversas é forjar um consenso para "não permitir que o multilateralismo seja jogado para o chão e que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo", reafirmando o compromisso do Brasil com a diplomacia, a soberania e a cooperação internacional como pilares para a paz.

O 'Conselho de Paz' de Trump: Uma Nova ONU Sob Controle?

A proposta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um "Conselho de Paz" emergiu como um dos pontos centrais da crítica veemente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao que ele descreve como o declínio do multilateralismo global. Lula expressou forte ceticismo e preocupação, interpretando a iniciativa como uma tentativa unilateral de redefinir a governança mundial. Segundo o líder brasileiro, Trump estaria buscando estabelecer uma "nova ONU" sob seu controle exclusivo, desconsiderando a complexidade das relações internacionais e a necessidade de cooperação entre as nações.

Para Lula, a proposição de Trump não apenas desconsidera a Carta da ONU – que, na visão do presidente brasileiro, está sendo "rasgada" – mas também mina a busca por um sistema internacional mais equilibrado e representativo. Ele reiterou sua antiga demanda por uma reforma profunda na Organização das Nações Unidas, com a inclusão de países emergentes como Brasil, México e nações africanas como membros permanentes do Conselho de Segurança. A iniciativa de Trump, portanto, seria vista como um retrocesso, ao invés de corrigir as deficiências do organismo atual, apontando para a criação de uma estrutura paralela onde o poder decisório estaria concentrado nas mãos de uma única potência, enfraquecendo a voz coletiva das nações e o princípio da igualdade soberana.

O "Conselho de Paz" de Trump foi lançado em Davos e, conforme noticiado, um de seus propósitos seria supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG). O próprio Lula confirmou ter recebido um convite para integrar este conselho, o que sugere uma tentativa de conferir-lhe alguma legitimidade internacional. Contudo, a recusa de outros países, como a Espanha, em participar da iniciativa, sinaliza a controvérsia e o ceticismo que cercam a aceitação de tal proposta na comunidade global. A crítica de Lula, portanto, vai além da mera discordância política, configurando-se como um alerta sobre os perigos da subversão das instituições multilaterais consolidadas por arranjos ad hoc liderados por potências individuais, em detrimento da ordem baseada em regras.

Reforma da ONU: A Proposta Brasileira para Fortalecer o Sistema

O Brasil, por meio da voz do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido um defensor consistente da reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), uma pauta que o líder brasileiro classifica como crucial para enfrentar o cenário geopolítico atual, onde o multilateralismo é constantemente desafiado. A posição brasileira não é recente, remontando ao primeiro mandato de Lula em 2003, e ganha renovada urgência diante das tensões globais e da percepção de que a estrutura atual da ONU já não reflete adequadamente a realidade do século XXI. A defesa de um sistema global mais representativo e eficaz é o cerne da proposta do país, visando a preservar a relevância e a capacidade de ação da organização frente aos complexos desafios internacionais.

A principal bandeira da proposta brasileira para a reforma da ONU concentra-se na expansão e democratização de seu órgão mais poderoso, o Conselho de Segurança. O Brasil argumenta veementemente pela inclusão de novos membros permanentes, abrangendo nações emergentes de diferentes continentes. Especificamente, o país pleiteia para si uma cadeira permanente, além de apoiar a entrada de outras potências regionais, como o México, e de representantes de países africanos. Essa ampliação visa a corrigir o desequilíbrio histórico e geopolítico, conferindo maior legitimidade e capacidade de ação ao Conselho em questões de paz e segurança internacional, evitando que a "lei do mais forte" prevaleça e garantindo que as decisões reflitam uma gama mais ampla de perspectivas e interesses globais.

Em contraste com propostas que visam criar novas estruturas ou minar as existentes, como a criticada "nova ONU" sugerida pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a visão brasileira é de fortalecer o sistema multilateral vigente através de ajustes e atualizações. Lula tem enfatizado a necessidade de "corrigir a ONU" em vez de abandoná-la, ressaltando a importância de um fórum global onde a cooperação e o diálogo prevaleçam sobre o unilateralismo. A intensificação dos contatos diplomáticos com líderes de nações-chave, como China, Rússia, Índia e México, sublinha o empenho do Brasil em construir um consenso internacional para avançar na reforma e preservar a integridade da Carta da ONU, garantindo que o multilateralismo continue a ser a base da governança global.

Diplomacia Ativa: Diálogo com Líderes Mundiais pela Paz

Em meio a um cenário geopolítico tenso e a críticas veementes ao unilateralismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado sua agenda de diplomacia ativa, buscando dialogar diretamente com líderes mundiais. A iniciativa visa fortalecer o multilateralismo e evitar que a 'lei do mais forte' prevaleça sobre os princípios estabelecidos pela Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula tem empreendido uma série de telefonemas e contatos diplomáticos para articular uma frente global em defesa da cooperação e da resolução pacífica de conflitos, posicionando o Brasil como um ator relevante na busca pela estabilidade internacional.

As conversas do presidente brasileiro incluem figuras de peso no tabuleiro global, como o presidente da China, Xi Jinping; o presidente da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidenta eleita do México, Claudia Sheinbaum. O objetivo central desses contatos é construir um consenso para 'encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado para o chão e que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo', conforme expresso por Lula. Essa articulação é vista como crucial para contrapor propostas que, na visão do presidente, desconsideram a soberania e a integridade territorial das nações e a estrutura da ONU.

A postura diplomática de Lula reitera a tradicional política externa brasileira de não alinhamento automático e defesa da autodeterminação dos povos. Ao enfatizar que o Brasil não tem 'preferência de relação com qualquer país', mas que não aceitará 'voltar a ser colônia para alguém mandar na gente', o presidente sinaliza a independência de sua agenda internacional. A defesa de uma América do Sul como 'território de paz', livre de armas atômicas, serve como contraponto a cenários de escalada bélica, reforçando a mensagem de que o diálogo e a cooperação são os únicos caminhos viáveis para a paz duradoura em um mundo polarizado e propenso a soluções unilaterais.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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