Search

Tragédia em Guarujá: Nutricionista de 25 Anos Morre em Acidente com Motorista Embriagado

G1

A cidade de Guarujá, no litoral paulista, foi palco de uma tragédia que resultou na morte da nutricionista Daniella Rooth, de apenas 25 anos. O acidente fatal, ocorrido em um veículo conduzido por Murilo Abite, de 26 anos, que estava sob efeito de álcool, levou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a denunciá-lo por homicídio e lesão corporal culposos. O caso, que chocou a comunidade, levanta sérias questões sobre a segurança no trânsito e as responsabilidades dos condutores.

As Acusações do Ministério Público e a Dinâmica do Acidente

O MP-SP formalizou a denúncia contra Murilo Abite, atribuindo-lhe a responsabilidade pela morte de Daniella Rooth e pelos ferimentos sofridos por outra passageira, que não teve sua identidade revelada. Segundo o órgão, o condutor, comprovadamente embriagado, colidiu o veículo contra um poste, causando o impacto que levou a jovem a sofrer um traumatismo cranioencefálico fatal. Na ocasião, o carro transportava um total de oito pessoas. Além das acusações criminais, o Ministério Público solicitou que Murilo indenize os herdeiros de Daniella e a outra vítima em um valor superior a R$ 100 mil, embora a Justiça ainda não tenha aceitado a denúncia, o que significa que o jovem ainda não é considerado réu no processo.

A Imprudência ao Volante e as Consequências Fatais

A investigação do MP-SP apontou que o acidente foi uma consequência direta da influência do álcool e do comprometimento da capacidade psicomotora de Murilo. A denúncia detalha que o motorista agiu com imprudência e negligência não apenas por dirigir embriagado, mas também por permitir que passageiros, incluindo Daniella, viajassem no banco traseiro sem fazer uso do cinto de segurança. O relatório médico confirmou que Daniella foi vítima de um Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave e choque hemorrágico, lesões incompatíveis com a vida. A Polícia Civil segue investigando os desdobramentos do ocorrido.

O Relato do Motorista e a Noite da Tragédia

De acordo com apurações e o próprio depoimento de Murilo à polícia, o grupo estava retornando de uma festa realizada no Centro de Santos na noite de sábado (18). O condutor afirmou ter consumido aproximadamente duas cervejas no evento e, segundo sua versão, esperou várias horas e bebeu água antes de decidir dirigir de volta para Guarujá. Ele também declarou que era amigo de Daniella e que ela havia pedido carona para voltar para casa. Murilo relatou ainda que perdeu o controle do veículo ao passar por um buraco na Avenida Leomil, nas proximidades da residência da nutricionista, culminando na colisão fatal contra o poste.

Medidas Cautelares e o Andamento Legal

Após o acidente, Murilo Abite foi inicialmente detido, mas teve a liberdade provisória concedida durante a audiência de custódia, mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 8.105, montante equivalente a cinco salários mínimos. A Justiça impôs uma série de medidas cautelares para o jovem, que incluem o comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar suas atividades, a proibição de se ausentar da comarca ou mudar de domicílio sem prévia autorização judicial, e a suspensão imediata de sua habilitação para dirigir veículos automotores. A defesa de Murilo, representada pelo advogado Marco Magalhães, informou que ainda não foi formalmente citada sobre a denúncia e que está analisando a acusação para se manifestar nos autos do processo.

A morte de Daniella Rooth serve como um doloroso lembrete das graves consequências da direção sob o efeito de álcool e da negligência no uso de equipamentos de segurança. Enquanto o processo legal avança, a memória da jovem nutricionista permanece, reforçando a urgência de maior conscientização e rigor nas leis de trânsito para evitar que outras vidas sejam ceifadas de forma tão trágica.

Fonte: https://g1.globo.com

Mais recentes

Rolar para cima