A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (22) ter concordado com as exigências do adversário Flávio Bolsonaro para a divulgação da quebra de sigilo dos dois candidatos. O entendimento foi formalizado na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Lula e a advogada de Flávio, a ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri, assinaram uma petição conjunta. O texto estabelece a abertura de seus respectivos sigilos, além de dados de familiares e de empresas associadas, encerrando um impasse de dias na disputa eleitoral.
Acordo formalizado no tribunal
A informação sobre o acerto foi anunciada por coordenadores da campanha petista, como o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o senador Camilo Santana. Segundo os representantes, o presidente não impôs restrições para viabilizar a medida exigida pelo opositor.
Inicialmente, houve divergência entre as campanhas em relação à inclusão da Alcaraz Holding, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz e associada a Flávio. No entanto, a equipe do candidato do PL aceitou os termos após negociações que envolveram os advogados de ambas as partes.
O documento determina que, após o envio das informações pelos órgãos competentes e pelas empresas de telefonia, os dados sejam divulgados de forma simultânea em um site de acesso público. A petição também ressalta que o teor do acordo não configura reconhecimento prévio de propriedade sobre bens de terceiros.
O contexto do duelo de sigilos
A disputa ganhou força a três dias do segundo turno, dominando o cenário político nacional e as discussões públicas. A dinâmica teve início no domingo (18), durante debate transmitido pela Band, quando o atual mandatário propôs a abertura de dados financeiros e fiscais cruzados.
Na terça-feira (20), a campanha petista apresentou uma autorização inicial ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal). Em resposta direcionada ao ministro André Mendonça, o senador do PL classificou a investida inicial como insuficiente e exigiu uma série de contrapartidas adicionais.
Entre as exigências atendidas estão o escrutínio sobre o ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, além de registros sobre relações governamentais e despesas institucionais recentes. O senador também pontuou que não se opõe à revelação de mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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