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Embaixador cubano no Brasil alerta que ameaça de invasão militar pelos EUA é real

Embaixador de Cuba no Brasil alerta que o risco de uma invasão militar dos Estados Unidos contra a ilha é real e iminente.

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  • O governo de Cuba avalia como real o risco de uma invasão da ilha pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos,…
  • Em entrevista à Agência Brasil, o representante diplomático destacou que a nação caribenha está preparada para enfrentar uma eventual agressão militar estrangeira,…
  • A tensão diplomática e militar entre os dois países intensificou-se consideravelmente nos últimos meses, impulsionada por declarações públicas e por um endurecimento…
Embaixador cubano no Brasil alerta que ameaça de invasão militar pelos EUA é real
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo de Cuba avalia como real o risco de uma invasão da ilha pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, conforme afirmou o embaixador do país caribenho no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo. Em entrevista à Agência Brasil, o representante diplomático destacou que a nação caribenha está preparada para enfrentar uma eventual agressão militar estrangeira, sublinhando que a população e as autoridades locais não podem ignorar as recentes sinalizações vindas de Washington.

A tensão diplomática e militar entre os dois países intensificou-se consideravelmente nos últimos meses, impulsionada por declarações públicas e por um endurecimento drástico nas políticas de sanções econômicas. Para o corpo diplomático cubano, a mobilização e o alerta constante fazem parte de uma estratégia de defesa soberana diante de um cenário internacional considerado altamente volátil e adverso para a ilha.

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Escalada de sanções e pressão econômica sobre Havana

Desde janeiro de 2025, com o retorno de Donald Trump à Casa Branca, os Estados Unidos ampliaram significativamente a pressão contra Havana. O conjunto de medidas restritivas inclui um severo bloqueio energético, com advertências diretas a nações que mantenham o comércio de petróleo com o território cubano. Essa política de asfixia econômica resultou, por exemplo, em um período de três meses sem o recebimento de nenhum barril de combustível na ilha.

Além do setor energético, a economia cubana enfrenta impactos profundos na aviação comercial, no turismo — principal motor de sua economia — e na saída de empresas hoteleiras estrangeiras e operadoras financeiras. Em meio a esse ambiente de estrangulamento financeiro, a Justiça dos Estados Unidos decretou recentemente a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro, enquanto o Departamento de Estado americano passou a mirar empresas de tecnologias sensíveis ligadas ao país caribenho.

Classificação de ameaça e respostas diplomáticas

No início do ano, a Casa Branca formalizou a classificação de Cuba como uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional americana. A administração dos EUA acusa o governo de Miguel Díaz-Canel de abrigar adversários estratégicos e de tentar interceptar informações sensíveis de inteligência. A retórica tem sido endossada por figuras de proa do governo norte-americano, como o secretário de Estado Marco Rubio, que defende publicamente a necessidade de um processo de mudança política na ilha.

Em contrapartida, o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo refuta veementemente tais acusações, classificando-as como ridículas. O diplomata argumenta que uma nação insular, de pequeno porte e submetida a um embargo econômico prolongado, não detém condições materiais para representar perigo à principal potência militar do planeta. Para Havana, qualquer investida militar representaria um ato de violência desproporcional contra um Estado soberano.

Repercussão regional e antecedentes históricos

A proximidade geográfica entre os dois países, situada a poucas milhas náuticas, é apontada pelo embaixador como um fator de complexidade geopolítica. Segundo o representante cubano, um conflito armado na região traria instabilidade para toda a América Latina e mobilizaria contrariedades significativas mesmo entre cidadãos cubanos residentes em território norte-americano.

O antagonismo entre Washington e o governo socialista de Havana estende-se por mais de seis décadas, desafiando a hegemonia política dos Estados Unidos no Caribe. Enquanto o governo cubano apela à comunidade internacional e à imprensa global para que rejeitem qualquer normalização de agressões militares, as lideranças de ambos os países mantêm posições radicalmente opostas sobre o futuro político e econômico da ilha.

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