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PSD-MG Anuncia Chapa Completa para Simões e Estratégia Dupla no Senado para 2026

G1

O Partido Social Democrático (PSD) de Minas Gerais oficializou, na noite da última quarta-feira (5), a composição de sua aliança para as eleições de 2026, com foco na candidatura à reeleição de Mateus Simões ao governo do estado. Em um movimento estratégico, a sigla não apenas consolidou o apoio para o Executivo, mas também delineou uma abordagem distinta para a disputa pelas cadeiras do Senado, optando por candidaturas independentes de seus aliados. Essa dualidade na estratégia reflete as complexas articulações políticas do cenário mineiro.

Aliança Consolidada para o Governo de Minas Gerais

A chapa majoritária para o governo mineiro será encabeçada por Mateus Simões (PSD), que buscará a reeleição. Para a posição de vice-governador, foi anunciado o bancário Danilo de Castro, representando o União Brasil, evidenciando uma articulação interpartidária robusta. A coalizão que sustentará a campanha de Simões é abrangente, incluindo, além do PSD, o União Brasil e o Progressistas (PP) – que formam a federação União Progressista – o Partido Novo, a federação entre PRD e Solidariedade, e o Avante. Essa união de forças visa a fortalecer o projeto de continuidade para a gestão estadual, projetando um bloco político significativo para as próximas eleições.

Estratégia Fragmentada na Disputa pelo Senado

Contrastando com a unidade demonstrada na formação da chapa executiva, a corrida pelas vagas no Senado Federal em Minas Gerais terá uma dinâmica diferente. O PSD confirmou que não haverá coligação para essa disputa, permitindo que os partidos que apoiam Mateus Simões ao governo lancem seus próprios representantes de forma isolada. Dessa forma, três nomes de peso estão confirmados para a disputa: Marcelo Aro, pelo Progressistas (PP); Carlos Viana, pelo próprio PSD; e Marco Antônio Costa, conhecido como 'Superman', que concorrerá pelo Partido Novo. Essa estratégia individualizada aponta para uma concorrência acirrada entre os próprios aliados, com cada grupo buscando eleger seu representante sem o amparo de uma frente unificada.

Os Desafios e o Contexto da Candidatura de Marcelo Aro

A confirmação da candidatura de Marcelo Aro ao Senado, pelo PP, emerge de um contexto político com nuances significativas. Anteriormente chefe da Casa Civil, Aro esteve no centro de atritos na base governista, chegando a ser publicamente criticado por Mateus Simões e pelo governador Romeu Zema. Na ocasião, a articulação de uma possível candidatura de Aro ao governo do estado foi inclusive classificada por Zema como 'traição', gerando tensões internas. A decisão atual, portanto, representa uma reconfiguração das ambições políticas de Aro e uma acomodação dentro da estrutura de apoio ao governo, com um foco renovado na representação legislativa federal. Contudo, a ausência de uma frente unificada para o Senado significa que, mesmo sendo parte da base de apoio a Simões, Aro enfrentará uma disputa independente, como os demais candidatos.

Dessa forma, as eleições de 2026 em Minas Gerais se desenham com uma estratégia multifacetada por parte do PSD e seus aliados: uma frente unida e abrangente para o governo estadual, buscando a reeleição de Mateus Simões, e uma disputa mais pulverizada e competitiva pelas vagas no Senado. Essa abordagem dual promete um cenário político dinâmico e imprevisível, com implicações tanto para a governabilidade quanto para a representação legislativa federal do estado.

Fonte: https://g1.globo.com

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