O julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, foi marcado por uma punição inesperada direcionada a um membro do público presente no plenário. Giovanna Pinheiro Silva, namorada do réu, acabou sendo multada pela Justiça após conduta considerada inadequada durante os depoimentos das testemunhas do processo que investigou o trágico acidente de trânsito ocorrido em março de 2024.
A sessão decisiva, que culminou na condenação do motorista do veículo de luxo a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão em regime fechado, exigiu rigor estrito das autoridades do Poder Judiciário para manter a ordem no tribunal. A postura adotada pela defesa e por pessoas próximas ao réu gerou intensa cobertura da imprensa e acompanhamento rigoroso da sociedade civil.
Incidente no plenário e sanção aplicada
De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça, a determinação de punição partiu da juíza Melanie Liesenberg durante a fase em que uma das testemunhas prestava depoimento no plenário. A magistrada ordenou a retirada imediata de Giovanna Pinheiro Silva do recinto após constatar gestos inadequados realizados pela jovem enquanto o ato processual acontecia.
Ao término do julgamento, a juiz formalizou a penalidade financeira, estipulando que a namorada do réu efetuasse o pagamento de uma multa equivalente a dez salários-mínimos. A medida reforça o poder de polícia conferido aos magistrados para preservar a serenidade, o respeito e a regularidade dos atos solenes do Tribunal do Júri em casos de grande repercussão pública.
Contexto do julgamento e condenação
A punição aplicada no tribunal ocorreu nos bastidores de um desfecho judicial histórico na capital paulista, referente à morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, reconheceu a responsabilidade criminal do empresário pelos crimes de homicídio qualificado por perigo comum, na modalidade de dolo eventual, e por lesão corporal grave contra o passageiro Marcus Vinícius Machado Rocha.
A sentença foi lida na madrugada após dois dias de intensos debates e oitiva de testemunhas, incluindo policiais militares que atenderam à ocorrência na época dos fatos. O caso ganhou enorme projeção nacional devido à dinâmica da colisão e aos desdobramentos que se seguiram logo após a batida na zona leste da cidade, mobilizando autoridades do Ministério Público de São Paulo e equipes de segurança pública.
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