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Após décadas de descaso, moradores de Campo Grande exigem pavimentação em ruas tomadas por lama

Moradores de Campo Grande enfrentam lama e buracos em ruas sem asfalto. Prefeitura anuncia obras, mas população relata décadas de espera.

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  • A rotina de improviso e riscos nas ruas sem pavimentação A realidade de diversos bairros em Campo Grande, capital de Mato Grosso…
  • Em regiões como a Vila Manoel da Costa Lima, o bairro Santa Emília e o Aero Rancho, a ausência de pavimentação asfáltica…
  • Entre buracos profundos, poeira excessiva nos períodos de seca e lama movediça durante as chuvas, a população relata que a espera por…
Após décadas de descaso, moradores de Campo Grande exigem pavimentação em ruas tomadas por lama
Foto: TV Morena

A rotina de improviso e riscos nas ruas sem pavimentação

A realidade de diversos bairros em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, é marcada por um cenário de precariedade que impacta diretamente a qualidade de vida dos moradores. Em regiões como a Vila Manoel da Costa Lima, o bairro Santa Emília e o Aero Rancho, a ausência de pavimentação asfáltica transforma o deslocamento diário em um desafio constante. Entre buracos profundos, poeira excessiva nos períodos de seca e lama movediça durante as chuvas, a população relata que a espera por melhorias já ultrapassa meio século em alguns pontos da cidade.

O problema vai além do desconforto estético ou da dificuldade de tráfego. A falta de infraestrutura básica tem provocado acidentes, danificado veículos e restringido a mobilidade de idosos e pessoas com deficiência. Na Vila Manoel da Costa Lima, por exemplo, a situação é agravada pelo fluxo intenso de veículos, incluindo ônibus de transporte coletivo. Segundo relatos de moradores, a necessidade de desviar de crateras obriga motoristas a trafegarem na contramão, elevando o risco de colisões frontais e atropelamentos.

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Impactos na saúde e na segurança das famílias

Para quem reside em vias não pavimentadas, como na Rua Coronel Adalto Barbosa, no Santa Emília, a rotina é ditada pelas condições climáticas. A empresária Juliana Torres de Souza Silva destaca que a poeira constante agrava problemas respiratórios, como a sinusite, especialmente em crianças. Quando o tempo muda e a chuva chega, o cenário se inverte, mas o transtorno persiste: a lama invade as residências, destruindo móveis e exigindo um esforço exaustivo de limpeza por parte das famílias.

Em alguns casos, o desespero pela falta de solução levou os próprios moradores a tentarem mitigar os danos por conta própria. Giovanni, morador da região, relata ter precisado trocar de veículo, pois o anterior não suportava as valetas abertas pela água da chuva em frente à sua garagem. “Nós mesmos colocamos cascalho, isso aqui é uma catástrofe”, desabafa. A situação é ainda mais crítica para quem depende de auxiliares de locomoção, como muletas ou cadeiras de rodas, tornando o simples ato de sair de casa uma tarefa quase impossível.

Promessas e a desconfiança da população

Em 25 de agosto, a Prefeitura de Campo Grande anunciou um pacote de obras de pavimentação que contempla 29 bairros, com a promessa de intervenções em mais de 80 quilômetros de vias. O projeto, que prevê a atuação de 12 empresas de engenharia e a instalação de sistemas de drenagem, está sob fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). No entanto, o anúncio é recebido com ceticismo por quem convive com promessas políticas há anos.

Moradores como Solange Xavier, que vive no Santa Emília há 13 anos, afirmam que só acreditarão na melhoria quando as máquinas estiverem efetivamente operando na rua. A sensação de abandono é reforçada pelo fato de que bairros populosos, como o Aero Rancho, ficaram de fora deste pacote inicial. Nival Medeiros dos Santos, residente no local há mais de quatro décadas, reforça que a pavimentação não é apenas uma questão de conforto, mas um direito básico de acessibilidade que segue negligenciado.

O papel da fiscalização e os entraves técnicos

A complexidade burocrática também atrasa o início das obras. Dos 16 lotes de pavimentação anunciados, quatro seguem sob análise do TCE-MS. Em dois desses casos, a prefeitura ainda não formalizou a contratação, enquanto nos outros dois, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) suspendeu os procedimentos para realizar ajustes técnicos. Enquanto os processos tramitam na divisão de engenharia do tribunal, a população segue refém das condições precárias das vias.

O Canal 1 de Notícias continuará acompanhando o desdobramento deste caso, monitorando o cronograma das obras e as respostas do poder público às demandas dos moradores. Para se manter informado sobre esta e outras pautas que afetam a sua região, continue acompanhando nosso portal, onde prezamos pela transparência e pelo compromisso com a informação de qualidade.

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