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Governo intensifica fiscalização e mantém subsídio para conter alta nos combustíveis

Governo reforça fiscalização contra preços abusivos nos combustíveis e mantém subsídio ao diesel para conter impacto da alta do petróleo.

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  • Em um cenário marcado pela persistente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que mantém a cotação internacional do petróleo acima da barreira dos…
  • A ofensiva combina a manutenção de subsídios essenciais para o setor de transportes com um endurecimento rigoroso na fiscalização de postos e…
  • Manutenção do subsídio ao diesel Para mitigar o impacto direto da volatilidade externa no custo do frete e na inflação, o Ministério…
Governo intensifica fiscalização e mantém subsídio para conter alta nos combustíveis
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em um cenário marcado pela persistente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que mantém a cotação internacional do petróleo acima da barreira dos US$ 100 por barril, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (28) um conjunto de medidas estratégicas para frear a escalada dos preços dos combustíveis no Brasil. A ofensiva combina a manutenção de subsídios essenciais para o setor de transportes com um endurecimento rigoroso na fiscalização de postos e distribuidoras em todo o território nacional.

Manutenção do subsídio ao diesel

Para mitigar o impacto direto da volatilidade externa no custo do frete e na inflação, o Ministério da Fazenda oficializou, por meio da Portaria nº 2.946/2026, a continuidade da subvenção de R$ 2,12 por litro de óleo diesel. A medida, que já vinha sendo discutida, agora encontra respaldo jurídico na MP 1.391, editada no último dia 11, garantindo que o benefício seja mantido mesmo após o encerramento da vigência da Medida Provisória anterior.

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O objetivo central dessa estratégia é absorver parte do choque de preços internacionais, evitando que a alta do petróleo seja integralmente repassada ao consumidor final e aos transportadores. O governo reforça que, apesar das pressões globais, o abastecimento de diesel no país permanece assegurado, com uma oferta confirmada de 3,978 milhões de metros cúbicos para outubro, superando a demanda estimada de 3,95 milhões de metros cúbicos.

Operação Carga Pesada e o cerco aos abusos

Paralelamente ao suporte financeiro, o poder público deflagrou a Operação Carga Pesada, uma força-tarefa que integra a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Procons estaduais e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Entre os dias 21 e 25 de setembro, o grupo realizou 241 ações de fiscalização, motivadas por um volume expressivo de denúncias — cerca de 330 registros recebidos pela ANP — que apontavam para margens de lucro injustificadas em diversos pontos do país.

O rigor da fiscalização já apresenta resultados práticos. A Senacon instaurou 70 processos administrativos sancionadores contra agentes do setor, enquanto a ANP determinou multas que, somadas, ultrapassam a marca de R$ 700 milhões. Em casos específicos analisados pelos órgãos reguladores, a margem bruta de algumas distribuidoras teria registrado um aumento superior a 1.350%, conduta que está sendo tratada como abusiva perante o Código de Defesa do Consumidor.

Endurecimento das penalidades legais

A resposta do governo não se limitou apenas a operações de campo. A MP 1.393, publicada na última sexta-feira (25), promoveu alterações significativas no Código de Defesa do Consumidor, estabelecendo um regime de multas mais severo para infrações na cadeia de combustíveis. Agora, a elevação de preços sem justa causa pode resultar em penalidades administrativas que variam de R$ 20 mil a R$ 500 milhões.

Esta nova regra é um divisor de águas, pois retira a aplicação do teto geral de multas do CDC para esses casos específicos, conferindo maior poder de dissuasão aos órgãos de controle. As empresas autuadas, no entanto, ainda possuem o direito de recorrer das decisões nas instâncias administrativas.

Monitoramento contínuo do mercado

Desde março, a gestão do setor é acompanhada por uma mesa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que reúne representantes do poder público e da iniciativa privada. O grupo realiza um monitoramento semanal que abrange desde os fluxos de importação até as projeções de demanda e riscos de desabastecimento, com um horizonte de planejamento de dois meses.

Com essa estrutura, o governo busca antecipar crises e garantir que o mercado interno opere com previsibilidade, mesmo diante de um cenário global incerto. O Canal 1 de Notícias segue acompanhando os desdobramentos dessas medidas e o impacto direto no bolso do brasileiro. Continue conosco para se manter informado sobre as decisões que moldam a economia nacional e o cotidiano do país com credibilidade e profundidade.

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