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Categoria 3: furacão Simon enfraquece e México mantém alerta contra desastres naturais

Furacão Simon perde força e cai para categoria 3. Autoridades mexicanas mantêm alerta máximo contra inundações e deslizamentos de terra.

Categoria 3: furacão Simon enfraquece e México mantém alerta contra desastres naturais
Ondas causadas pelo furacão Simon

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O furacão Simon, que vinha mantendo o México em estado de alerta máximo, apresentou sinais de enfraquecimento no último domingo (11). Após atingir picos de intensidade, o fenômeno foi reclassificado para a categoria 3, enquanto segue seu deslocamento paralelo à costa do Pacífico. Apesar da redução na escala de ventos, a tempestade continua a provocar chuvas intensas e inundações significativas em áreas residenciais costeiras.

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De acordo com os dados mais recentes do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, a tempestade registrava ventos máximos sustentados de 205 km/h. Às 18h de domingo, o sistema estava posicionado a cerca de 175 km a oeste-noroeste da cidade portuária de Manzanillo. A expectativa dos meteorologistas é de que o sistema perca ainda mais força ao longo das próximas horas, embora mantenha características de um furacão robusto durante sua passagem próxima à costa centro-oeste do país.

Impactos imediatos e medidas de segurança no México

A situação levou as autoridades mexicanas a intensificarem as medidas de proteção à população. Um total de 28 municípios nos estados de Jalisco e Colima foram colocados sob o nível máximo de alerta para ciclones, enquanto outras 93 localidades foram incluídas em protocolos de vigilância rigorosa. A Defesa Civil local mobilizou equipes para gerenciar a abertura de abrigos de emergência e a suspensão de atividades não essenciais em regiões vulneráveis.

O impacto na infraestrutura logística também foi imediato. O Aeroporto Internacional de Puerto Vallarta precisou ser temporariamente fechado para garantir a segurança das operações aéreas. A presidente Claudia Sheinbaum reforçou o apelo para que os moradores das áreas costeiras de Jalisco, Colima, Nayarit e Michoacán permanecessem em suas residências, evitando deslocamentos desnecessários diante do risco iminente de inundações e deslizamentos de terra.

Previsão meteorológica e riscos geológicos

A trajetória prevista para o furacão Simon indica um movimento para noroeste a uma velocidade de 7 km/h. A estimativa é de que o sistema se afaste da costa na segunda-feira (12), mas retorne em direção ao território mexicano na quarta-feira (14). O risco de desastres naturais permanece elevado, especialmente em zonas montanhosas, onde a saturação do solo pode desencadear deslizamentos de terra com potencial de causar vítimas.

O volume de precipitação é uma das maiores preocupações das autoridades. A previsão aponta para um acúmulo adicional de 50 a 100 mm de chuva em partes de Colima, Jalisco, Nayarit e Sinaloa até a próxima quinta-feira (15), com registros isolados que podem alcançar a marca de 200 mm. Em estados como Michoacán, a precipitação acumulada total pode chegar a 76 centímetros, elevando consideravelmente o perigo de inundações severas e ressacas perigosas ao longo do litoral.

Contexto de instabilidade climática na região

A chegada de Simon ocorre em um período de alta instabilidade climática para o México. Apenas alguns dias antes, a região da península da Baja California foi atingida pelo furacão Polo, que chegou à costa como um sistema de categoria 2. Naquela ocasião, o fenômeno causou danos consideráveis, incluindo a queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica e alagamentos urbanos.

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