A corrida pelo Palácio do Planalto entrou em sua fase decisiva. Com a proximidade do pleito, os candidatos à Presidência da República intensificaram suas agendas nesta segunda-feira (28), priorizando o contato direto com o eleitorado, entrevistas a veículos de imprensa e a consolidação de propostas em redutos estratégicos. O ritmo frenético reflete a urgência de conquistar os votos ainda indecisos e garantir a presença no segundo turno ou a vitória definitiva.
Mobilização nacional e foco em pautas regionais
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou suas atividades na região Norte, com atos de campanha em Belém e Manaus. Durante sua passagem pela capital paraense, o petista enfatizou a necessidade de modernizar a rede pública de saúde, prometendo a ampliação do acesso a exames e consultas com especialistas. Para o candidato, a pauta da saúde é um dos pilares para garantir o que chamou de “tratamento com respeito e decência” à população.
Enquanto isso, em São Paulo, o cenário foi palco de diferentes estratégias. Flávio Bolsonaro (PL) realizou uma caminhada pelo bairro do Brás e visitou o Mercadão, reforçando um discurso voltado ao setor produtivo. O candidato defendeu a redução da carga tributária como solução para o que classificou como um sufocamento dos empreendedores, citando os juros altos e a inflação como entraves ao desenvolvimento econômico. No mesmo centro comercial, a candidata Clariana Barão (DC) também buscou o diálogo com comerciantes e apoiadores, destacando sua proposta de indicar quatro mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Propostas econômicas e debates institucionais
A economia dominou a agenda de Ronaldo Caiado (PSD), que realizou uma caminhada no bairro Jardim Guanabara, em Goiânia. O candidato reiterou sua defesa por um controle mais rigoroso do gasto público, propondo limitar o crescimento das despesas obrigatórias a 50% da expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Caiado argumentou que sua experiência administrativa em Goiás serve como modelo para o país, enfatizando que o Brasil necessita de “autoridade moral” para governar.
Em Brasília, Hertz Dias (PSTU) pautou o debate educacional ao se reunir com estudantes da Universidade de Brasília (UnB). O candidato criticou abertamente as políticas de ajuste fiscal, defendendo o fim do arcabouço fiscal como forma de garantir investimentos massivos na educação pública. Já Augusto Cury (Avante) adotou uma postura mais técnica, mantendo reuniões com executivos do setor bancário e representantes da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários (ANTF), além de dialogar com o YouTube Brasil.
Diversidade de agendas pelo país
A pluralidade de estratégias marcou o restante do dia. Samara Martins (UP) manteve um cronograma focado em São Paulo, alternando entre panfletagem na Mooca, um ato pela legalização do aborto na Avenida Paulista e um evento na Universidade Zumbi dos Palmares. Por outro lado, Renan Santos (Missão) cumpriu compromissos no Espírito Santo, encerrando o dia com apoiadores em Vitória, enquanto Romeu Zema (Novo) participou de um almoço em Caeté (MG) e concedeu entrevista à Rádio Alfa, de Nova Era (MG).
Outros nomes, como Edmilson Costa (PCB), optaram por uma agenda mais voltada à comunicação, concedendo entrevista à jornalista Renata Regina. É importante ressaltar que, conforme dados da Agência Brasil, alguns postulantes, como Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanche (PRTB), não registraram agendas públicas de campanha nesta segunda-feira.
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