Os sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que 1.106 sessões eleitorais sofreram alteração no local de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) pela Justiça Eleitoral, que segue realizando ajustes nos registros dos municípios brasileiros.
Segundo o órgão, os números continuam sendo atualizados à medida que as zonas eleitorais concluem os registros necessários nos sistemas oficiais. O processo inclui a manutenção, nesta nova etapa do pleito, de endereços que já haviam passado por mudanças provisórias durante a primeira fase da votação.
Movimentação nacional para o segundo turno
No próximo domingo (25), mais de 158 milhões de brasileiros estarão aptos a retornar às urnas para definir o presidente da República. Além da disputa pelo Executivo nacional, eleitores de seis estados e do Distrito Federal também participarão do segundo turno para a escolha de governadores.
Diante da possibilidade de alterações de última hora, a orientação principal da Justiça Eleitoral é para que o eleitor faça a consulta prévia do seu local de votação. O procedimento pode ser realizado de forma rápida por meio do aplicativo e-Título ou diretamente na seção de autoatendimento nos canais oficiais do tribunal.
Ajustes nos sistemas e divergências regionais
Durante o último final de semana, divergências nos registros geraram números distintos sobre as alterações. O TSE explicou que o sistema contabilizou como mudança de endereço casos em que os locais do segundo turno permaneceram exatamente os mesmos registrados no primeiro turno.
Essa inconsistência técnica provocou oscilações nos dados exibidos publicamente. No início da tarde de um domingo recente, a plataforma oficial chegou a contabilizar 2.033 modificações, enquanto na sexta-feira anterior o volume informado havia atingido 4,3 mil seções eleitorais.
Força-tarefa dos tribunais regionais
Para contornar as falhas de comunicação e orientar a população, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) mobilizaram equipes em uma força-tarefa de esclarecimento. O trabalho envolveu checagens locais e publicações detalhadas em portais institucionais e redes sociais.
No Paraná, por exemplo, enquanto o sistema nacional indicava alterações em 61 locais de votação distribuídos por 48 municípios, o levantamento interno do TRE-PR confirmou mudanças efetivas em apenas oito locais, situados em sete cidades.
Decisões descentralizadas na infraestrutura
Situações semelhantes ocorreram em outros estados. Em São Paulo, divergências pontuais foram corrigidas após checagens com o TRE-SP, que confirmou alterações restritas a zonas específicas na capital e no interior. No Rio de Janeiro, o TRE-RJ também precisou esclarecer dados e ajustar o número real de modificações na capital e na Baixada Fluminense.
O TSE reforçou que a definição sobre mudanças de endereços não ocorre de forma centralizada em Brasília. A responsabilidade pelas alterações é exclusiva de cada zona eleitoral, que avalia a infraestrutura local, a acessibilidade e as condições físicas dos prédios em seus respectivos municípios.
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