Personalidades de diversas correntes políticas, incluindo ex-ministros de gestões passadas, juristas renomados, acadêmicos e escritores, formalizaram neste sábado (17) um manifesto em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A iniciativa busca consolidar um bloco amplo de sustentação democrática para o pleito marcado para o dia 25 de outubro.
O ato público ocorreu nas dependências do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd-SP), na capital paulista. A articulação política do movimento foi conduzida pela ex-ministra Marina Silva (Rede), contando com a presença de importantes lideranças da base governamental, como o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e a ex-ministra Simone Tebet (PSB).
Diversidade de trajetórias na articulação
O documento chama atenção pela pluralidade ideológica de seus signatários, que superam a marca de 15 nomes de peso na vida pública nacional. Entre eles estão figuras com históricos de oposição aos governos petistas, o que confere ao manifesto um caráter suprapartidário voltado para a estabilidade institucional.
Assinam a declaração nomes como Aloysio Nunes Ferreira, ex-ministro das Relações Exteriores no governo de Michel Temer, e Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso e um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O grupo também inclui Beatriz Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além do diplomata Rubens Ricupero e do ex-deputado Fabio Feldmann.
Eixos centrais e defesa institucional
Intitulado oficialmente como “Uma declaração de apoio à reeleição de Lula e Alckmin”, o texto enfatiza a preservação democrática como prioridade absoluta acima de divergências partidárias. Os autores destacam que o momento político exige união em prol do equilíbrio entre os Poderes e do respeito às regras constitucionais.
- Defesa intransigente da democracia e das instituições;
- Compromisso com o desenvolvimento sustentável e justiça ambiental;
- Manutenção do diálogo com diferentes setores da sociedade civil;
- Combate às desigualdades sociais e proteção de direitos fundamentais.
Os signatários ressaltam que a manifestação não representa uma adesão incondicional ou acrítica à atual gestão federal. No encerramento do documento, o grupo faz questão de pontuar que manterá sua independência política para cobrar e criticar eventuais rumos da administração pública, reiterando que o foco principal é afastar ameaças de retrocesso representadas pelo adversário na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Acompanhe novas atualizações
Para se manter informado sobre os desdobramentos da corrida eleitoral e os principais fatos da política nacional, continue acompanhando a cobertura completa do Canal 1 de Notícias. Nossa equipe traz análises aprofundadas, checagem de fatos e um olhar plural sobre os acontecimentos que movimentam o país.
Mais sobre este assunto
Protestos na Albânia entram no quinto dia com confrontos e uso de coquetéis molotov
Fumaça e ar poluído em Manaus obrigam adiamento de concurso do Colégio Militar para o 6º ano
Salão de Paris aponta caminhos e desafios para o setor automotivo global


