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Candidatos à presidência firmam compromisso contra o trabalho escravo no Brasil

Candidatos à presidência assinam carta contra o trabalho escravo. Veja os detalhes do compromisso e quem aderiu à iniciativa da Conatrae.

Candidatos à presidência firmam compromisso contra o trabalho escravo no Brasil
Batida da Polícia Federal após denúncia de trabalho escravo • Marcello Casal Jr./Arquivo Agência Brasil

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Em um movimento que busca colocar o combate à exploração laboral no centro do debate eleitoral, os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) assinaram, nesta quarta-feira (30), uma carta de compromisso voltada à erradicação do trabalho escravo no país. A iniciativa, organizada pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), visa garantir que, independentemente do vencedor nas urnas, o enfrentamento a essa violação de direitos humanos permaneça como uma prioridade de Estado.

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Histórico e relevância da iniciativa

A prática de firmar esse documento durante períodos eleitorais é uma tradição consolidada desde 2003. O objetivo central da Conatrae é conferir visibilidade a um problema que, embora proibido por lei, ainda persiste em diversos setores produtivos brasileiros. Ao assinar o termo, os postulantes ao cargo máximo do Executivo se comprometem a manter políticas públicas de fiscalização e proteção às vítimas, além de assegurar a continuidade de mecanismos de transparência, como a chamada “lista suja” do trabalho escravo.

Os pilares do compromisso assumido

O documento entregue aos candidatos é composto por 14 pontos fundamentais que abrangem desde a esfera jurídica até a assistência social. Entre os compromissos, destaca-se a defesa da definição legal de trabalho análogo ao de escravo, prevista no artigo 149 do Código Penal, que engloba situações de servidão por dívida, jornadas exaustivas e condições degradantes. Os signatários também se comprometem a não permitir influências que impeçam a sanção de leis ou a implementação de ações necessárias para o combate ao crime.

Outro ponto central é o apoio irrestrito ao Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão. A manutenção desse registro é considerada vital por especialistas, uma vez que a constitucionalidade da ferramenta foi reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2020. Além disso, a carta propõe a criação de estruturas de atendimento jurídico e social, garantindo que o trabalhador resgatado receba suporte psicossocial e oportunidades de reintegração socioeconômica.

Transparência e ausências no processo

Nem todos os nomes que disputam o Palácio do Planalto aderiram ao documento até o momento. Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não constam na lista de signatários da carta. Questionadas pela reportagem sobre os motivos da não adesão, as assessorias de comunicação dos respectivos políticos não retornaram os contatos até o fechamento desta edição. O espaço, contudo, permanece aberto para que as campanhas possam se manifestar sobre o tema.

Acompanhamento pela sociedade civil

Para além da assinatura formal, a Conatrae busca mobilizar a sociedade para que o cumprimento desses 14 pontos seja monitorado ao longo dos próximos mandatos. A ideia é que o eleitor possa utilizar o documento como um parâmetro para avaliar a coerência das propostas dos candidatos com os direitos humanos fundamentais. Informações detalhadas sobre as candidaturas que formalizaram o apoio podem ser consultadas publicamente por meio do perfil @compromissopelaliberdade nas redes sociais.

O Canal 1 de Notícias segue acompanhando de perto o desenrolar das propostas eleitorais e o compromisso dos candidatos com as pautas sociais que definem o futuro do Brasil. Continue conosco para se manter informado com análises aprofundadas, dados verificados e uma cobertura jornalística comprometida com a transparência e a relevância dos fatos.

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