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Estudantes da rede pública apontam ensino e aprendizagem como prioridade máxima

Estudantes de escolas públicas apontam melhorias no ensino e aprendizagem como principal expectativa para os próximos governos.

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  • Melhorias relacionadas diretamente ao ensino e à aprendizagem figuram como a principal expectativa de pelo menos um quarto dos estudantes brasileiros do…
  • Para esse grupo expressivo, a qualidade do ensino está umbilicalmente conectada à atuação cotidiana do corpo docente em sala de aula.Um levantamento…
  • Segundo os participantes, as mudanças necessárias na rede pública devem contemplar metodologias diversificadas, dinâmicas interativas nas salas de aula, capacitação contínua para…
Estudantes da rede pública apontam ensino e aprendizagem como prioridade máxima
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Melhorias relacionadas diretamente ao ensino e à aprendizagem figuram como a principal expectativa de pelo menos um quarto dos estudantes brasileiros do ensino médio em relação aos governos que se iniciam em 2027. Para esse grupo expressivo, a qualidade do ensino está umbilicalmente conectada à atuação cotidiana do corpo docente em sala de aula.

Um levantamento abrangente, que ouviu 5.296 alunos matriculados no ensino médio e nas turmas do ensino fundamental 2, abrangendo do sexto ao nono ano em todas as cinco regiões do Brasil, detalha o panorama. Segundo os participantes, as mudanças necessárias na rede pública devem contemplar metodologias diversificadas, dinâmicas interativas nas salas de aula, capacitação contínua para os professores e o combate à ausência frequente de docentes nas escolas.

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Impacto direto do desempenho dos professores na percepção escolar

Os dados recolhidos pelo estudo indicam de maneira clara que a percepção dos estudantes, com idades entre 12 e 21 anos, sobre a didática dos professores impacta diretamente a avaliação que fazem da instituição. Entre os alunos que relatam que os professores explicam bem os conteúdos abordados, 75% avaliam a própria escola como boa ou ótima. Em contrapartida, entre aqueles que afirmam o oposto, o percentual de aprovação despenca para 48%.

Especialistas em políticas educacionais apontam que colocar a aprendizagem no topo das demandas revela a maturidade dos jovens ao avaliarem a qualidade do sistema público. O momento de transição política e o início de novos mandatos administrativos surgem como uma janela de oportunidade para a revisão de estratégias pedagógicas e a repactuação de compromissos públicos com a melhoria dos indicadores educacionais do país.

Valorização e desafios na formação técnica profissional

Outro ponto de destaque na pesquisa diz respeito ao interesse massivo pela formação técnica durante a educação básica. Mais de 90% dos entrevistados consideram fundamental ter a oportunidade de realizar um curso técnico ou profissionalizante integrado a essa etapa da formação escolar.

Esse índice contrasta fortemente com a realidade estrutural encontrada na rede atualmente. Conforme os registros oficiais do Censo Escolar 2025, apenas cerca de 20% dos estudantes inseridos no ensino médio brasileiro encontram-se efetivamente matriculados em modalidades de educação profissional, evidenciando uma demanda reprimida que exige expansão de vagas.

Uso de ferramentas digitais e inteligência artificial

A tecnologia já faz parte da rotina pedagógica de grande parte dos alunos, com 70% relatando o uso de recursos tecnológicos pelos professores pelo menos uma vez por semana. A inteligência artificial também figura nesse cenário, sendo utilizada por 71% dos estudantes para apoiar os estudos, seja com frequência ou ocasionalmente.

Apesar da presença digital, persistem gargalos estruturais e formativos na percepção dos discentes. Quase um terço dos alunos discorda da afirmação de que seus professores estejam plenamente preparados para integrar ferramentas tecnológicas de forma adequada e produtiva ao ambiente da sala de aula.

Adesão e benefícios do modelo de tempo integral

A expansão da jornada escolar também demonstra forte apelo entre os jovens ouvidos pelo levantamento estatístico. Entre os estudantes inseridos em instituições de tempo integral, 74% classificam a escola como boa ou ótima, superando os 68% registrados entre alunos do ensino regular tradicional.

Os benefícios apontados incluem maior tempo dedicado à aprendizagem, inclusão de práticas esportivas e artísticas, e suporte direcionado para exames de massa, como o Enem. No entanto, o desafio da permanência persiste, visto que 20% dos alunos do ensino médio regular relatam exercer atividades remuneradas paralelas aos estudos.

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