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Desemprego cai para 5,3% e Brasil atinge recorde de ocupação no trimestre

Taxa de desemprego cai para 5,3% no trimestre até agosto, a menor da série histórica. Brasil bate recordes de ocupação e massa salarial.

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  • O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho histórico no trimestre encerrado em agosto.
  • Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística…
  • Este é o menor patamar já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012.
Desemprego cai para 5,3% e Brasil atinge recorde de ocupação no trimestre
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho histórico no trimestre encerrado em agosto. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego recuou para 5,3%. Este é o menor patamar já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012.

O cenário de otimismo não se limita à redução das pessoas sem ocupação. O país alcançou marcas inéditas em diversos indicadores fundamentais, como o número de trabalhadores com carteira assinada, a massa salarial total e o volume de contribuintes para a Previdência Social. O resultado confirma uma trajetória de aquecimento que, segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, manteve-se alinhada às projeções de analistas do mercado financeiro.

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Expansão da ocupação e setores estratégicos

A população ocupada no Brasil atingiu o impressionante número de 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente já contabilizado pelo instituto. Esse avanço representa um incremento de 0,8% em relação ao trimestre encerrado em maio, o que significa a inserção de 774 mil novos trabalhadores no mercado. O crescimento foi impulsionado, principalmente, por dois setores vitais para a economia: a indústria geral, que cresceu 2%, e a construção civil, que registrou uma alta expressiva de 4,1%.

Enquanto a ocupação subia, a população desocupada seguiu o caminho inverso, terminando o período em 5,8 milhões de pessoas. Isso representa uma queda de 4,6% em comparação ao trimestre anterior. Além disso, o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada chegou a 39,5 milhões, consolidando um novo recorde de formalização no país.

Massa salarial e o impacto na economia

O rendimento mensal médio do trabalhador brasileiro situou-se em R$ 3.777, mantendo-se próximo ao pico histórico observado no início de 2026. Esse valor, somado ao aumento do número de ocupados, elevou a massa salarial total para R$ 385,6 bilhões. Trata-se do maior volume de recursos circulando na economia através dos salários desde o início da série, com um crescimento de 4,8% em apenas um ano.

Esse montante é um indicador crucial, pois reflete diretamente a capacidade de consumo das famílias, o pagamento de dívidas e o potencial de investimento. Paralelamente, o Brasil registrou o maior número de contribuintes para institutos de previdência, totalizando 68,5 milhões de pessoas. Esse dado indica que, atualmente, 66,2 a cada 100 trabalhadores possuem a proteção social garantida por contribuições ao INSS ou regimes próprios.

Desafios persistentes na informalidade

Apesar dos indicadores positivos, o mercado de trabalho ainda enfrenta o desafio da informalidade. A taxa de trabalhadores informais atingiu 37,5%, correspondendo a 38,8 milhões de pessoas. O IBGE classifica como informais aqueles que atuam sem carteira assinada, além de autônomos e empregadores que não possuem CNPJ. Esse segmento da força de trabalho permanece desprovido de garantias trabalhistas essenciais, como férias remuneradas, 13º salário e seguro-desemprego.

Por outro lado, a população desalentada — composta por brasileiros que desistiram de procurar emprego por descrença na obtenção de uma vaga — manteve-se estável em 2,4 milhões. Embora o número ainda seja expressivo, representa uma redução de 11,9% quando comparado ao mesmo período de 2025, sinalizando uma melhora gradual na confiança dos trabalhadores em relação às oportunidades disponíveis.

Para acompanhar os desdobramentos da economia brasileira e entender como esses indicadores impactam o seu cotidiano, continue acompanhando o Canal 1 de Notícias. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura aprofundada, baseada em dados oficiais e com a seriedade que o jornalismo profissional exige.

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