Uma jornada de esperança e persistência
A trajetória de Marinalva Freitas e José Luiz, moradores de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, é marcada por uma busca incansável pela parentalidade. Após sete anos tentando engravidar sem sucesso, o casal decidiu trilhar o caminho da adoção. O que eles não imaginavam era que, após um longo processo de preparação, a resposta para o sonho de construir uma família viria com uma rapidez surpreendente: apenas duas horas após a conclusão de seu cadastro no sistema nacional.
O casal, que está junto há 11 anos, enfrentou um período de incertezas médicas. Mesmo após diversos exames, nenhuma causa específica para a infertilidade foi diagnosticada. A transição para a adoção, inicialmente uma ideia ponderada, tornou-se um projeto de vida que exigiu paciência, estudo e amadurecimento emocional.
O rigoroso processo de habilitação
A decisão pela adoção não foi imediata. Marinalva, influenciada pela experiência de seus próprios irmãos adotivos, precisou dialogar com o marido até que ambos estivessem em sintonia. Em 2022, o casal iniciou a participação no Grupo de Apoio à Adoção (GRAATA), passo fundamental para compreender as nuances do sistema jurídico brasileiro.
O caminho até a habilitação incluiu uma série de etapas burocráticas e emocionais, como entrevistas com psicólogos, assistentes sociais e visitas domiciliares. Em junho de 2023, o pedido foi formalizado. Durante esse período, o casal definiu um perfil flexível, aceitando crianças de até 10 anos, independentemente de sexo ou etnia, demonstrando uma abertura que, segundo especialistas, é essencial para agilizar processos de adoção.
A surpresa da ligação e o primeiro encontro
No dia 26 de março de 2024, após 40 dias de espera pela inclusão no Sistema Nacional de Adoção, Marinalva recebeu a notificação de que seu cadastro estava ativo. A frustração pela demora na atualização do sistema deu lugar a um choque de realidade: poucas horas depois, o Fórum de Campo Grande entrou em contato. Havia um bebê de seis meses disponível.
A equipe técnica do Fórum de Três Lagoas, que já acompanhava o casal, validou a compatibilidade do perfil. Após analisarem os documentos e uma foto do menino, a conexão foi imediata. Dois dias depois, o encontro presencial selou o destino da família. José Neto chegou ao lar do casal, trazendo uma nova dinâmica e a alegria que tanto buscaram durante anos.
A chegada de Glória e a nova rotina familiar
O desejo de ampliar a família não cessou com a chegada de José Neto. Em maio de 2025, o casal iniciou uma nova etapa de preparação. Apenas um mês depois, em 12 de junho, uma nova oportunidade surgiu através da entrega voluntária, um procedimento legal que garante o acolhimento seguro de crianças cujas mães optam por não exercer a maternidade.
Com a chegada de Glória, com apenas 11 dias de vida, a casa de Marinalva e José Luiz se transformou. Hoje, com dois filhos pequenos, o casal celebra a vida em família, cercado pelo apoio de parentes e pela realização de um projeto que superou todas as expectativas temporais. A história de Marinalva e José Luiz reforça a importância da preparação psicológica e da abertura ao perfil de crianças que aguardam por um lar no Brasil.
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